domingo, julho 05, 2009

Quando o ‘gostar’ se torna ridículo

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Qual o limite para se gostar de algo? Quando “ser fã” se torna sinônimo não só de saber as novidades, mas de se vestir e agir como os seus personagens preferidos?

Algumas obras são realmente boas, mas é normal idolatrá-las a ponto de torná-las um estilo de vida? É comum lermos um livro, ou assistirmos a um filme, anime, jogar algum jogo... e se identificar, gostar de determinado personagem ou da mensagem que é passada. Agora, qual o limite entre criar afeição por certo “objeto”, vamos colocar assim, e usá-lo como exemplo para seguir na vida?

No caso dos fãs de quadrinhos (englobamos aqui anime, HQ, mangá etc), existem os Cosplayers, que são pessoas que se fantasiam como alguns personagens. Alguns fazem isso apenas como diversão, outros levam a sério e vão a eventos para participar de competições, que avaliam desde a caracterização, até como a pessoa/personagem se comporta. Tudo bem, isso é legal, eu até tenho vontade de fazer um cosplay, mas, a questão é: muitos deixam isso tomar conta de suas vidas, defendem com unhas e dentes determinados personagens, se revoltam quando falam mal, começam a usar algumas gírias desses personagens, misturam a vida real com o mundo dos desenhos.

Outro tipo de fã[náticos] são os seguidores do ‘Jedaísmo’, que é a religião baseada nas lições que a saga Star Wars tem a oferecer. Assim, ta que os filmes são clássicos, fodas, magníficos etc e tal, mas, gente, seguir algumas mensagens do filme a ponto de convertê-las em religião? Para mim, isso é demais. George Lucas disse em uma entrevista sobre a série: “Queria que fosse um estudo moral tradicional, que tivesse preceitos palpáveis nele que as crianças pudessem entender (...) Há sempre uma lição a aprender… Tradicionalmente aprendemos com a igreja, com a família e, no mundo moderno, aprendemos com a mídia”. Muitos podem argumentar que é apenas uma escolha da pessoa, que cada um tem o direito de seguir aquilo que lhe faz bem e que esses “ensinamentos” têm fundamento, mas eu já acho demais. Para mim, isso é, como diz minha mãe, deixar “subir pra cabeça” a genialidade de um filme.

Pessoas assim são definidas como fanboy, alguém que não aceita a opinião dos outros a respeito do seu “objeto de culto”, que são obcecadas, nunca aceitando a opinião dos outros. Por terem esse fanatismo, esses fãs se tornam motivo de chacota e, assim, vão se excluindo da sociedade. São Trakers, Nintendistas, Shaketes... Todos fascinados por um entretenimento, por suas teorias, encantados com alguns consoles, filmes, séries, personagens...

Talvez seja hora de acordar e perceber que o mundo não é só isso, que existem outros personagens bons, outros filmes muito bons também, e que todos eles possuem suas qualidades, mas também falhas. Além disso, é preciso perceber a diferença entre o mundo da imaginação e a sociedade que prefere a igualdade à diferença, algumas vezes isso é bom, em outras, é péssimo!

3 comentários:

Diego disse...

mais um excelente topico
bom pra começar essa questao e realmente muito comum e as causas disso dariam um outro topico portanto naum vo mencionar
essa "adoraçao" a determinados objetos parece fazer parte da natureza humana, sempre estamos tentando imitar algo isso e inevitavel somos simplismente influenciaveis eplo nosso ambiente
porem o fato de se isolar num determinado (na falta de uma palavra melhor)"objeto" e um comportamento muito "limitador" (tambem na falta de uma palavra melhor XD) a pessoa deixa de ver experimenta entender e aprender coisas novas (esta bem isso foi genérico XD)
realmente naum so contra qaulquer manifestaçao de admiraçao ou mesmo de adoraçao(todos tem o direito de gosta e de se expressar e ate mesmo se torno fanatico em algo) porem valhe apena para pra analisar sobre seus objetos de cultuaçao e fazer criticas sobre ele ver outros objetos de cultaçao e tals o mundo realmente e grande tem muito a se ver XD

Bárbara disse...

Exatamente, gostar de algo é normal, o problema é quando a pessoa fica cega por causa disso, tornando-se ridícula sem nem perceber.

Thyago disse...

é o q eu sempre digo para os sonystas, nintendistas e caixistas de plantão.
ser paga-pau de uma empresa é um péssimo negócio XD