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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Como foi a Década de 00 - Sociedade

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Todo início de década é meio traumático. Divisões do tempo são assim, no geral – nos fazem pensar no que foi feito, no que será feito e também tomar uns porres para comemorar as "viradas". Só que a virada do ano 1999 para o ano 2000 foi particularmente tensa. Por menor sentido que faça ter medo de uma mudança que irá resultar em um ano com três zeros, em um calendário feito por nós, humanos… Nós tivemos medo. Religiosos ficaram ansiosos, profetas surgiram, o papa pediu calma ao povo e no fim não aconteceu nada.

Exceto pelo bug do milênio, essa sim uma ameaça real que assustou muita gente crescida. Computadores que trabalhavam apenas com o 1 9 _ _ como formato de data poderiam interpretar a chegada do ano 2000 como a volta para 1900. Gerando diversas incompatibilidades, como pelo fato de 1° de Janeiro de 1900 ter sido uma segunda-feira, enquanto a mesma data em 2000 caiu em um sábado. Novamente, no fim, quase nada ocorreu.

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Seguimos nossas vidas com anos que começavam com 2, aguentando os trocadilhos do Galvão Bueno dizendo que esse ou aquele é o primeiro jogo do milênio até que tivemos uma senhora surpresa num 11 de Setembro. Os Estados Unidos, mais poderosos do que nunca, se viram frágeis diante do terrorismo que destruiu um dos seus ícones, as torres gêmeas. Um reflexo da ordem mundial pós-guerra fria, onde nenhuma nação ameaça a supremacia americana, dando espaço para guerrilhas e o terrorismo. O contra-ataque se deu pelas guerras no Iraque e Afeganistão, que culminarão na deposição do Talibã e execução de Saddam Hussein.

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Bolsas entraram em queda, Londres e Madri também foram vítimas do terrorismo, empresas aéreas entraram em crise e a desconfiança tomou conta do mundo. Na América Latina era hora de líderes social-democratas chegarem à presidência: o caso de Hugo Cháves (Venezuela, 1999), Lula (Brasil, 2002), Evo Morales (Bolívia, 2006), Michelle Bachelet (Chile, 2006), Tabaré Vazquez (Uruguai, 2005) e José Mujica (Uruguai, 2010). O Brasil viveu tempos áureos na vanguarda dessa nova América Latina, com economia estável e até mesmo intervenções em outros países, como o Haiti. Mas como nem tudo são flores, 2005 foi abalado pela corrupção do Mensalão - que pôs em cheque a confiança do governo Lula.

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Já a Europa enfrentou uma união singular. A União Européia criada em 1993 viu o seu número de participantes se expandir consideravelmente nesta década, além da criação do Euro, em 2002 – moeda que logo passou a ser uma das mais fortes do mundo. Mundo esse que viu a ascensão dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), países emergentes com notável crescimento anual. A economia global desfrutava de uma época de prosperidade ímpar. Até 2008, quando foi deflagrada uma crise econômica em razão da especulação imobiliária norte-americana – crise essa que só encontrava precedentes na quebra da bolsa de New York em 1929 e foi combatida por Barack Obama, primeiro presidente negro da história norte-americana, que veio para substituir o impopular George W. Bush.

A situação não esquentou apenas na economia, a década de 00 foi a mais quente dos últimos 160 anos, além de ter sido o momento em que o mundo passou a ver a questão climática com a urgência que era necessária. Um dos marcos dessa conscientização foi o filme Uma Verdade Inconveniente (An inconveniente truth, 2006), por Al Gore. Após o fracasso do Protocolo de Kyoto, líderes mundiais se reúnem em Copenhague/2009 para discutir metas definitivas de emissão de gases poluentes.

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Se o número de ambientalistas aumentou significativamente nesta década, o que poderá trazer benefícios incomensuráveis à humanidade, outras modas que pegaram não são exatamente tão benéficas. Foram nesses 10 anos que estourou a moda dos emos, que influenciados pelos punks e góticos tomaram as ruas da cidade e o teto do Pátio Brasil. Logo em seguida os indies ressurgiram das cinzas, um pouco mais cults, trazendo calças coladas, cabelos compridos, cigarretes, filmes iranianos e mais de listras para nossa vida.

Você sabe que viveu na Sociedade dos Anos 00 se:

  • Ficou com um pé atrás quanto à possibilidade do mundo acabar em 01 de Janeiro de 2000;
  • Lembra o que estava fazendo no dia 11 de Setembro de 2001, pela manhã (eu tinha matado aula para assistir Sakura Card Captors, quando a programação foi interrompida);
  • Também ficou com medo quando o ex-sindicalista Lula assumiu o poder, em 2003;
  • Viu memes na internet sobre a busca a Bin Laden em todos buracos do Afeganistão;
  • Viu o vídeo de uma câmera de celular mostrando a execução de Saddan Hussein;
  • Viu a morte de João Paulo II e a escolha do próximo papa, torcendo para o cardeal brasileiro Cláudio Hummes;
  • Sentiu mais calor e resolveu apagar a luz do quarto quando não estiver nele;
  • Acompanhou a crise econômica global, mas só sentiu uma marolinha;
  • Fez uma franja coletânea com The Strokes, Arctic Monkey, King of Leon, Franz Ferdinand, etc; e
  • Não abriu correspondências com medo de ter Antrax e usou uma máscara simpática para evitar a Gripe Suína.

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domingo, setembro 20, 2009

Brasil, um país de ciclos

Mais um tema levantado nas aulas de geografia. Não tive a oportunidade de viver em outro país que não o Brasil, portanto não sei se o que comentarei também acontece fora das fronteiras tupiniquins – os ciclos. Não importa qual seja o tema abordado, pode ser política, pode ser saúde, esporte, segurança pública e até mesmo, veja só, economia. Vivemos nesses ciclos.

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Permita-me explicar melhor. Nós, brasileiros, temos uma tendência a buscar um tema em destaque em uma determinada área e sugá-lo até a exaustão completa. Herança histórica, fazer o quê. Os portugueses chegaram e perceberam que extrair o Pau-Brasil seria interessante, e o extraíram até onde poderiam; depois viram que o ambiente era propício para a cana-de-açúcar e a cultivaram o máximo que puderam; depois veio a mineração, o café e hoje estamos na soja.

Só que ninguém vive só de trabalho, então precisamos de um pouco de show. Alguém aceita doses homeopáticas de Reality Show? Melhor ainda, que tal um pouco de tragédia real da classe média alta? Passamos alguns meses debruçados sobre o garoto que ficou preso por um cinto de segurança fora do carro que era assaltado; depois (ou foi antes?) a garota que matou seus pais, e essa rendeu muitos Fantásticos; ainda tivemos a garota que foi arremessada pelo pai da janela de seu apartamento, com direito a reconstituição narrada ao vivo pela Record; nesse meio termo algumas quedas de aviões e por aí vai.

Mas nem tudo são flores para Joseph Klimber, e em uma bela manhã de sol ele percebeu que precisava se preocupar com algo, que o governo, a mídia e a indústria farmacêutica precisavam fazer ele temer alguma coisa. Pois bem, se no início do século passado o que temíamos eram as vacinas e os tísicos – que eram mantidos afastados da sociedade e de que todos tinham medo de chegar perto – mais recentemente temorizamos os aidéticos (cuidado com o louco das seringas), travamos uma guerra (e perdemos) contra um mosquito e crucificamos quem desse um espirro em local público. É o hype do momento, gripe mata.

Nada, obviamente, que se compare ao que a novela das oito vende para nós. Alguns anos e só o que se via eram "clones" de apetrechos marroquinos envoltos em sete véus. Pff, isso foi tão 2002. Quem não tem um tecido indiano, lápis nos olhos é last week, arebaba. Aliás, o que houve com o francês? A língua dos cultos, o século XIX dizia que quem não a tivesse em seu menu, em cima do birô, iluminado pelo abajur, seria demodê.

Isso tudo é tão complicado, é melhor ir pro sofá da sala, tomar uma e ver o coringão. Aliás, porque não ver a Daiane dos Santos dar umas piruetas? De repente todo mundo era expert em ginástica rítmica (ou seria olímpica? algo assim). Melhor, vamos ver o Guga ganhando dos gringos – um esporte é tão popular quando a gente sempre ganha, é mais legal de ver. Quem vai querer assistir Rúgbi? É um dos esportes coletivos mais populares do mundo, mas se o Brasil não tem uma das melhores seleções então não presta. Bando de marmanjo se agarrando. Melhor ver vôlei, o Bernardinho sempre leva. Leva tanto que cansou, agora é hora de ver o Cesão! Ê, esse garoto é dos nossos mesmo.

Na verdade… Só de falar disso eu estou ficando cansado, muito esporte. Vou escorar minha barriga na mesinha do computador e ver as novidades do twitter. Quem sabe não faço um blog?

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sexta-feira, agosto 21, 2009

A internet vai revolucionar a política?

imageEm meio a escândalos e mais escândalos dos quais nossa política não mais se dissocia, o mais recente teve um aspecto singular: os principais protestos foram articulados na internet, mais precisamente na ferramenta de microbloggin chamada twitter. A campanha do #forasarney nasceu nos Trending Topics dessa rede social e se espalhou pelas ruas das grandes cidades no último dia 15. Até agora não tem funcionado, nosso modesto coronel não arredou o pé. Mas a forma como tudo aconteceu pode nos deixar um legado de protestos sincronizados nesse país de proporções continentais, ou vai ser apenas mais uma forma dos comodistas sentados confortavelmente em frente ao seu PC reclamarem de tudo?


Marcelo Tas pode ser considerado o guru de uma geração, ele possui um jeitão de condutor de opiniões dos jovens que Serginho Groisman também possui, e o utilizava com maestria em seu auge no Programa Livre. Só que com um diferencial, Tas nos envolve na política. E desse envolvimento surgiu a indignação com o poder quase vitalício do homem que transformou o Maranhão em um dos estados mais miseráveis do Brasil. A campanha citada na introdução dessa postagem ainda está viva e forte, e possui a chance de ser consolidada em 2010, quando 2/3 do Senado serão 'renovados'. E segundo o próprio Tas a internet, o campo livre que não pode ser censurado, que abrange 100% do território nacional, é o meio perfeito para conscientizar a população e fazer com que essa renovação não seja uma 'renovação'.

Nos Stades uma eficiente campanha na internet conduzida pelo co-fundador do Facebook, Chris Hughes, contribui para a eleição incontestável do primeiro presidente negro daquele país – que inclusive continua utilizando esse meio para mostrar as ações de sua gestão (algo impensável para o Brasil?). No Irã a articulação de opositores às eleições forjadas foi conduzida também via internet. Na Suíça o Partido Pirata elegeu um representante no Parlamento Europeu, para lutar pelas causas da liberdade na troca de conhecimento e da privacidade virtual.

Os exemplos se multiplicam pelo mundo, mas será que no Brasil uma campanha de conscientização política conseguiria atingir objetivos concretos? Apesar da internet abranger 100% do território nacional, a Rede Globo com os seus 99% consegue ser bem mais objetiva, exercendo influência sobre uma parcela bastante significativa da população que é analfabeta virtual - uma massa grande o suficiente para decidir uma eleição e que é mais influenciável pelo populismo e pelo coronelismo do quê por campanhas virais.

Apesar disso a internet propicia algo interessante, eu sempre achei a construção de Brasília uma bela jogada de JK – tirar os líderes do país de um dos locais mais populosos e propícios a protestos do Brasil que era o Rio de Janeiro, e levar para o meio do cerrado, isolado de jovens revolucionários foi bastante esperto. Mas com a internet um protesto em qualquer local do Brasil pode chegar aos ouvidos dos nossos líderes, mesmo que possa parecer que não faz a diferença, faz. Vale lembrar que o senado é formado por representantes de todos os estados da federação, se o local de origem de um deles está tão insatisfeito ele vai fazer alguma coisa para melhorar a imagem. Certo? Pelo menos deveria ser assim.

E isso gera mais uma controvérsia, que eu vi em um fórum de alunos da UFRN – porque protestar contra escândalos do senado quando temos problemas graves em nossa cidade e em nosso estado? Foi um comentário bastante válido, não podemos construir um país forte sem antes resolvermos nossos problemas locais. É até mesmo utópico, para quê mudar algo tão distante daqui quando estamos afundados na nossa própria lama?

Aí vale lembrar que uma mudança estrutural não faz sentido se não moralizarmos também quem está no poder, os grandes marajás que controlam os pequenos fantoches de poder figurado que governam nossos núcleos habitacionais. A mudança já é demodê, se fala nela desde sempre e nem sempre ela é para melhor, mas infelizmente em quase todos casos ainda é necessária. A época está chegando e eu deixo a pergunta que intitula o texto para a nação, no próximo ano. Cabe a nós utilizar esse instrumento da melhor forma possível, não com partidarismo, mas com consciência, buscando o melhor – para todos, não para um.

Durma-se com esse barulho!

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domingo, julho 05, 2009

Quando o ‘gostar’ se torna ridículo

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Qual o limite para se gostar de algo? Quando “ser fã” se torna sinônimo não só de saber as novidades, mas de se vestir e agir como os seus personagens preferidos?

Algumas obras são realmente boas, mas é normal idolatrá-las a ponto de torná-las um estilo de vida? É comum lermos um livro, ou assistirmos a um filme, anime, jogar algum jogo... e se identificar, gostar de determinado personagem ou da mensagem que é passada. Agora, qual o limite entre criar afeição por certo “objeto”, vamos colocar assim, e usá-lo como exemplo para seguir na vida?

No caso dos fãs de quadrinhos (englobamos aqui anime, HQ, mangá etc), existem os Cosplayers, que são pessoas que se fantasiam como alguns personagens. Alguns fazem isso apenas como diversão, outros levam a sério e vão a eventos para participar de competições, que avaliam desde a caracterização, até como a pessoa/personagem se comporta. Tudo bem, isso é legal, eu até tenho vontade de fazer um cosplay, mas, a questão é: muitos deixam isso tomar conta de suas vidas, defendem com unhas e dentes determinados personagens, se revoltam quando falam mal, começam a usar algumas gírias desses personagens, misturam a vida real com o mundo dos desenhos.

Outro tipo de fã[náticos] são os seguidores do ‘Jedaísmo’, que é a religião baseada nas lições que a saga Star Wars tem a oferecer. Assim, ta que os filmes são clássicos, fodas, magníficos etc e tal, mas, gente, seguir algumas mensagens do filme a ponto de convertê-las em religião? Para mim, isso é demais. George Lucas disse em uma entrevista sobre a série: “Queria que fosse um estudo moral tradicional, que tivesse preceitos palpáveis nele que as crianças pudessem entender (...) Há sempre uma lição a aprender… Tradicionalmente aprendemos com a igreja, com a família e, no mundo moderno, aprendemos com a mídia”. Muitos podem argumentar que é apenas uma escolha da pessoa, que cada um tem o direito de seguir aquilo que lhe faz bem e que esses “ensinamentos” têm fundamento, mas eu já acho demais. Para mim, isso é, como diz minha mãe, deixar “subir pra cabeça” a genialidade de um filme.

Pessoas assim são definidas como fanboy, alguém que não aceita a opinião dos outros a respeito do seu “objeto de culto”, que são obcecadas, nunca aceitando a opinião dos outros. Por terem esse fanatismo, esses fãs se tornam motivo de chacota e, assim, vão se excluindo da sociedade. São Trakers, Nintendistas, Shaketes... Todos fascinados por um entretenimento, por suas teorias, encantados com alguns consoles, filmes, séries, personagens...

Talvez seja hora de acordar e perceber que o mundo não é só isso, que existem outros personagens bons, outros filmes muito bons também, e que todos eles possuem suas qualidades, mas também falhas. Além disso, é preciso perceber a diferença entre o mundo da imaginação e a sociedade que prefere a igualdade à diferença, algumas vezes isso é bom, em outras, é péssimo!

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segunda-feira, junho 22, 2009

People Change?

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Assistindo a uma série (House), me deparei com a seguinte frase repetida vezes seguidas: “People don’t change”, depois tudo se desenrola e você tem um final interessante no episódio, mas isso não vem ao caso. Será mesmo que as pessoas não mudam? As coisas em que acreditamos ou fazemos são determinadas por nossos genes?

Somos compostos por milhares de genes que estão em nossos cromossomos e que, por sua vez, compõe nosso DNA. Geralmente, quando se faz a pergunta, “Qual a função dos genes?”, as pessoas respondem que eles são responsáveis por determinar as nossas características. Mas quais são essas características e até onde vai essa determinação?

Se uma pessoa é mesquinha, não se importa com o sentimento dos outros, ou se é boa demais, sempre ajudando o próximo, quer dizer que ela nasceu assim, ou esses adjetivos são resultado da sua criação e do ambiente onde vive? Creio eu que a nossa educação é a maior responsável por quem somos, mas quando penso nisso vem uma coisa que minha mãe sempre diz; “Os pais não têm culpa dos filhos que têm”, ela fala isso, geralmente, quando o filho faz algo errado e age de uma forma não muito legal, e que ela sabe como essa pessoa foi educada, sabe que os pais ensinaram certos valores, coisas assim, mas que, mesmo com toda essa educação, eles se “desnortearam”. Ou seja, nessa simples frase, minha adorada mãe demonstra que as pessoas são o que são, independente se foram educadas de forma boa ou ruim, e a isso podemos acrescentar filhos de pais mesquinhos, que tinham tudo para serem desonestos, mas que, muito pelo contrário, são exemplo de integridade.

Pensando assim, os criminosos também são criminosos desde o berço, pessoas sem bom senso agem dessa forma por causa da genética, ser hipócrita também é questão de nascença e não de escolha social. As pessoas com as quais convivemos, as nossas escolhas diante de terminada situação e os nossos comentários perante alguns assuntos são totalmente culpa dos nossos pais, avós, bisavós e por aí vai? Não é assim, ao menos não pode. Pensar dessa forma só nos limita, além de ser um álibi para as nossas escolhas erradas. Veja bem, escolhas.

Voltando ao assunto inicial, se uma pessoa fez algo errado e tem uma segunda chance, ela pode mudar a partir disso, ou essa possível mudança seria momentânea e uma farsa, apenas para acalmar a consciência? Para mim, só o fato dela mudar, mesmo que seja pra tirar algum peso da consciência, pode ser uma prova de que as pessoas podem sim transformar quem são, a maneira de agir e de se comportar perante os outros. Sou convicta de que exista sim uma segunda chance e a possibilidade de mudar, apesar de que, se eu descobrir que uma pessoa me traiu de alguma forma, seja namorado, amigos, traindo de forma carnal ou simplesmente falando mal, será muito difícil eu confiar cem por cento nessa pessoa outra vez, sempre ficarei com “um pé atrás”, nunca tendo certeza se ela está sendo ou não sincera comigo.

Bem, sobre os genes determinarem quem somos em se tratando de “escrúpulos”, não acredito, para mim, nossas ações não pertencem à biologia, e sim à psicologia. Já acreditar que as pessoas possam mudar diante de uma segunda chance, sim, eu acredito, apenas acho que não conseguirei mais confiar totalmente nela. Contraditório, eu sei.

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domingo, junho 07, 2009

Homem ou mulher, qual o mais infiel?

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Segundo uma pesquisa realizada em 2003 pela USP, 50% dos homens casados já pulou a cerca, contra 22% das mulheres. O motivo? São vários; hormônios, cultura, oportunidade... Mas será que são os homens que realmente traem mais, ou as mulheres que escondem o que fazem?

No Brasil vivemos durante anos a cultura do machismo, na qual o homem podia fazer tudo e a mulher nada. Éramos obrigadas a ficar em casa cozinhando enquanto o marido trabalhava e se divertia com os amigos depois do trabalho. Ao longo do tempo essa situação foi mudando e é fato que a mulher ganhou o seu espaço nessa sociedade machista, que vem sendo extinta gradativamente.

Começar um relacionamento é, a meu ver, assumir um compromisso com o outro e consigo mesmo, é se dispor a ser fiel para receber fidelidade e confiança em troca, ao invés disso, o que costumamos ver são casais que se separam por infidelidade de uma das partes, ou das duas. Com o tempo, todo relacionamento vai caindo na rotina e se desgastando, talvez esse possa ser um doa motivos que leva a uma das partes a ‘pular a cerca’. A questão aqui é porque, segundo a cultura popular e a pesquisa anteriormente citada, os homens são os mais infiéis da relação?

O homem possui um hormônio chamado andrógeno, esse hormônio é muito mais ‘potente’ que o da mulher (estrógeno), isso pode fazer com que, em uma festa, ele não consiga ceder aos ‘desejos da carne’ e acabe sendo mais vulnerável a uma mulher bonita que dá mole, do que a sua companheira, que encontra muitos homens bonitos e atléticos, mas sempre que eles dão em cima dela, pensa logo no amado e dá o fora no bonitão, sem sequer se arrepender. Por outro lado, existem as ditas piriguetes, que são aquelas meninas que querem pegar geral, mesmo. Não se importam se o homem é comprometido ou não, apenas querem curtir o momento, garantir uma boa noite de transa e ir para casa de carro.

Um outro fato que pode ‘favorecer’ esse índice maior para os homens é que a mulher, como já foi dito, não pensa tanto com o lado carnal. Uma mulher pode passar muito tempo sem transar e não sentir tanta necessidade disso, já o homem não, transar para ele é quase tão necessário quanto às necessidades fisiológicas.

Agora, vamos à cultura. No Brasil, principalmente, os meninos são educados desde criança para serem pegadores, brutos. Os pais colocam na cabeça dos filhos que ser delicado e romântico não é coisa de macho. Homem que é homem tem que ser pegador, perder a virgindade cedo e ter sempre milhares de mulheres atrás dele. Isso não é cultivado somente pelos pais, o gênero, mas pelas mães também. Em muitas famílias onde existem filhos homens e mulheres, é a menina que faz os serviços de casa, que ajuda a mãe a lavar os pratos e arrumar a casa, enquanto o menino fica assistindo televisão, porque arrumar a casa é tarefa de mulher! Coisa mais absurda!

Outro fator que pode ter influenciado isso de os homens serem taxados como os traidores é que eles admitem mais facilmente. Alguns até se orgulham de falar para os amigos que pegou uma mina na festa. Já a mulher morre de vergonha de admitir que traiu! Quando o faz tenta esconder de todas as formas, faz muito bem escondido, planeja tudo direito. Isso porque a mulher, geralmente, quando trai, é porque a relação já não é a mesma, o companheiro já a trata diferente. Na maioria das vezes, quando uma mulher trai é porque se envolveu com o amante, porque gosta mesmo dele, tem sentimentos, e não é algo só carnal. (Tudo que eu falo é relacionado à “maioria”. Gostaria de deixar claro que existem casos e casos e milhares de exceções). Ou também traímos para nos vingar, mas aí já fomos traídas antes, então não sei se poderia contar ponto a nosso [des]favor.

Bem, são casos e casos. Apesar de ter aparentado isso, eu não defendo nenhum dos lados, já que acho a traição o fim. Se você não está satisfeito com o seu parceiro, termine. Não adianta falar que ama, mas que quer diversificar de vez em quando. Quando se ama verdadeiramente, você se satisfaz e só tem olhos para essa pessoa. Quer diversificar? Peça a(o) seu/sua companheiro(a) para se fantasiar, ou algo assim, duvido que a pessoa terá receio de fazer isso. Conversar e explicar a situação, nesse caso, sempre ajuda.

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domingo, maio 24, 2009

Ditadura do Pensamento

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Programas de auditório sem conteúdo definido com muitas mulheres se matando aos gritos para pegarem aviões de dinheiro... Programas dominicais com bandas “do povão”, concurso de dança com famosos... Uma “revista eletrônica” com supostas telas touch sreen, que por vezes falham na sincronização, apresentadores jovens, bonitos, com a única “missão” de manter o público informado e distraído. Entrevistas interessantes e debates? Ah, isso fica para a madrugada, domingo é dia do futebol, dia dos homens ficarem em frente à TV e as mulheres lavarem roupa. Uma ótima reunião de família. E... Onde eu quero chegar com tudo isso?

A todo o momento, em todas as nossas ações, somos movidos por nossas “certezas”, ou seja, pensamentos que nos fizeram acreditar serem nossos. São formados assim preconceitos, ilusões, uma falsa sabedoria que gera uma preguiça de buscar a verdade. (- Calma, Bárbara, explica isso direito.)

Ok, vou tentar.

Primeiro, somos manipulados por um “poder maior”, aquele que tudo vê, o Grande Irmão. (- Somos?) Sim. Desde aquelas épocas bem antigas e chatas - é, não para mim- que estudamos em História, sabemos que existe a elite e a massa. A elite ordena, a massa cumpre, a elite fala algo, a massa acredita, a elite mata, a massa morre. O Estado, ou quem nos comanda, o nosso governo, a imprensa, não quer que pensemos, não quer que tenhamos consciência da nossa real condição, pois, quanto mais alienados ao que acontece a nossa volta, quanto menos indignados com essa realidade, melhor para eles, pois podem nos manipular para votar e roubar, ou para comprar um jornal, que é financiado por uma marca de bebidas e que acaba nos induzindo a consumi-la.

Vou citar um exemplo que nos mostra como somos enganados. A Petrobras, a empresa brasileira que atualmente tem maior destaque mundial. Você sabia que ela não é totalmente brasileira, que uma parte considerável de suas ações está na mão de americanos? Hm... Pois é, estão. Mas isso não nos interessa no momento. O fato é que estamos em plena era da sustentabilidade, na qual a ordem é poluir menos, jogar menos produtos quem contêm carbono no ambiente, e o que a Petrobras produz mesmo? Ah é, ela refina petróleo e contribui para a produção de seus milhares de derivados, que, por sua vez, poluem o meio ambiente! E o que vemos na televisão? Um comercial lindo, com pessoas sorrindo, imagens bonitas... Dessa forma “inocente” passamos a acreditar que a empresa fazendo alguns trabalhos sociais, é um exemplo de ajuda ao próximo e preservação. Agora... Pense bem. Ela é mesmo?

Outra forma de manipulação são os preços e as inutilidades tecnológicas. Todos os dias chegam ao mercado novos modelos de celular, computador, câmeras digitais, esses produtos vêm sempre com preços exorbitantes, mas, um mês depois, o valor já caiu pela metade e ele se tornou ultrapassado. Essa evolução constante desses meios nos faz querer sempre comprá-los, ter o mais moderno possível, do mais novo modelo no mercado, mesmo que só mude uma peça minúscula lá dentro. Porém, os nossos salários não acompanham essa evolução, muito pelo contrário, diante dessas tecnologias eles parecem diminuir. Agora, uma pergunta; lutamos contra isso, contra todas as propagandas anunciando essas inovações, contra os preços e nossos salários baixos? Muitos pelo contrário, fazemos o que os produtores querem; compramos.

Vivemos em grupos, fazemos coisas que todos fazem, isso tudo porque preferimos sermos iguais, seguir a todos e pensar igualmente, a discordar, lutar contra e ser chamado de louco ou idealista. É muito mais fácil para todos, tanto para nós, que não temos o trabalho de pensar, questionar e lutar, quanto para a “elite pensante”, que nos manipula e vigia. Pois, a partir do momento que uma pessoa aceita a ideia dos outros como a sua, apenas absorve uma informação que chega sem procurar saber todos os detalhes ou se é verídica, fica muito mais fácil, dessa forma, entupi-la de produtos inúteis e, assim, ganhar dinheiro.

Outro ponto ao qual quero voltar é o pensamento já formado, a dita certeza. Quando você acredita piamente em algo e acha que sabe de tudo, essa convicção o leva a não questionar, a apenas absorver os conceitos que lhe impõem, pois aquilo é a verdade! Já, quando uma pessoa se questiona sobre tudo, não aceita tudo que lhe dizem como verdade, ela está mais propensa a realmente encontrar a “verdadeira” verdade, e, assim, não ser manipulado por um governo e uma mídia de alienados.

Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante, e você, quer ter sempre uma opinião formada sobre tudo?

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domingo, maio 17, 2009

Crianças, já para a cama!

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Nas últimas semanas tem-se falado muito nos noticiários sobre o Toque de Recolher implantado em algumas cidades brasileiras. Esse Toque determina, basicamente, que menores de idade não fiquem nas ruas depois das 23h. Os pais adoraram o decreto, já os adolescentes... Nem tanto.

O Toque de Recolher está em vigor desde 2005 na cidade de Fernandópolis, interior de São Paulo, na qual o número de violência envolvendo os jovens era grande; eles se envolviam com drogas, armas e brigas, incidentes que ocorrem geralmente no fim da noite, depois de muitas drogas e bebedeira. Agora muitas cidades brasileiras copiam essa idéia.

É fato que a violência envolvendo jovens nessas cidades diminuiu consideravelmente, uma vez que os menores de 18 anos que forem encontrados nas ruas depois da meia-noite sem supervisão de um adulto, são levados ao Conselho Tutelar e só sairão com o acompanhamento de um responsável. O problema dessa medida é a certa falta de liberdade que os adolescentes acabam sofrendo.

A adolescência é o momento das descobertas, em todos os sentidos, privar um adolescente de viver algumas experiências, a meu ver, é um erro. Onde fica o direito à liberdade? Só porque são menores de idade eles podem ser privados desse direito? Uma pessoa que fica trancada, ao ganhar a liberdade, algumas vezes, acaba não sabendo o que fazer. Por exemplo, um adolescente que é mantido todo o tempo dentro de casa, protegido pelos pais, sem conviver com drogas e bebida, quando tem contato com elas acaba por ser levado por elas, pois não sabe das consequências negativas. Por outro lado, quando um adolescente cresce sabendo que drogas e bebidas existem e sabendo de suas consequências negativas por vê-las a todo o momento, ele será mais cauteloso.

Um outro ponto que deve ser analisado nessa questão é se as autoridades estão fazendo algo além de privarem esses jovens da liberdade que têm por direito. Porque, claro, é muito fácil ordenar que todos vão para casa antes da meia-noite, mas fazer campanhas de conscientização em escolas, e na cidade como um todo, sobre violência, drogas, bebidas, coisas assim, é muito mais complexo, não é? Controlar o tráfico de drogas e fiscalizar bares que vendem bebidas aos menores também é uma tarefa de outro mundo! É muito mais fácil assinar um decreto do que gastar dinheiro no que é realmente certo, está previsto na lei e é tarefa dessas autoridades. Essa melhora nos níveis de criminalidade quer dizer que a imposição está sendo eficaz, ou que as autoridades falharam ao cumprirem o seu real dever?

A experiência é algo fundamental na vida de todos, principalmente nessa idade. Cabe aos pais, e não à justiça, orientarem os filhos sobre o que é certo e errado, sobre o que podem fazer.

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domingo, maio 10, 2009

Ainda dá para ser criativo?

1217426369pxduqsmVivemos inseridos em uma revolução tecnológica que, associada ao capitalismo, inunda nossa sociedade com produtos originais e surpreendentes lançados a cada segundo. Ficamos perdidos em meio a tantas opções e tantos produtos, alguns não têm muita utilidade para nós e mesmo assim buscamos. Mas, espera aí, ainda há espaço para criar coisas realmente úteis e inovadoras? Ainda há espaço para criatividade hoje em dia? Existe alguma coisa que ainda não foi inventada?

Criar algo novo não exige muito mais do que observação, análise do que está à sua volta, do que pode ser melhorado. Pode ser alguma coisa boba, e que depois de feita todo mundo se pergunta como não havia sido feita antes, ou algo complexo que mude a vida de todas pessoas nas gerações seguintes à sua. Pode ser um canudo ou a internet.

Cinemas repetitivos, músicas resgatando ritmos consagrados em outros tempos, a economia vivendo a mesma crise de 80 anos atrás (e buscando a mesma solução), a moda resgatando estilos dos anos 60 e 70. Não se cria mais nada, você deve pensar. Não há mais como ser inovador.

Não é bem assim.

Nossa criatividade não é pautada por grandes momentos, marcos históricos – talvez em alguns pontos – mas o grande diferencial humano é a evolução constante, a revolução constante de nossos conceitos e atitudes, as pequenas ideias que melhoram nossa vida pontualmente e vão se integrando à nossa sociedade.

Se você perguntasse para alguém no século XIX, provavelmente ele diria que não haveria mais nada para inventar. E tente imaginar o que não inventaram de lá para cá. Poxa, o que seriamos de nós sem controles remotos? Apesar de que isso talvez tenha contribuído para nossa obesidade mórbida, mas, enfim. A criatividade se distingue em alguns tipos de ideias:


  • Algo que facilite o manuseio de objetos já existentes

nendo-socket-deer1É um exemplo de algo que todos nós temos problemas (local para colocar o celular enquanto ele carrega) e ninguém havia pensado em algo inteligente para tornar isso mais prático. Existem muitas coisas hoje em dia que não funcionam plenamente, ou que causam alguma dificuldade no manuseio. Fios são um exemplo, já inventaram aquelas caixas onde passam os fios e que ficam nos cantos das paredes, mas, por exemplo, os fios dos controles de vídeo-games ainda são um problema, como vocês guardam os seus?



  • Algo que todos precisavam, mas não sabiam

laser-mouse-7000A maioria das empresas, no desenvolvimento de seus produtos, testa eles em usuários comuns – pessoas leigas à nova tecnologia e que tentam manuseá-lo para que os desenvolvedores entendam o que precisa ser aperfeiçoado e, acima de tudo, o que eles querem. Na Apple é diferente. Steve Jobs fala categoricamente: "Os usuários não sabem o que querem", a partir do momento que você faz coisas surpreendentes e criativas eles passam a precisar delas – mas antes, não sabiam o que queriam.

Assim foi criado o mouse, os usuários estavam acostumados a apenas utilizar o computador a partir do teclado. Quem diria, antes do seu lançamento, que um objeto de manuseio espacial era necessário aos computadores? Ninguém. Mas Jobs criou o mouse e a partir daquele momento todos passaram a precisar dele.



  • Algo sem utilidade, mas que todos querem

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Você pode muito bem fritar seus ovos em uma frigideira comum, mas porque não fazê-lo em uma em forma de porco? Um cinzeiro é um objeto comum, mas que tal um em forma de pulmão, onde você colocaria as cinzas? E que tal um óculos com fones de ouvido embutidos? Você poderia ter ambos individualmente.

Algumas coisas podem não ter muita utilidade prática em nosso dia-a-dia, sendo apenas gadgets que alimentam nossa sede capitalista. Esse é o campo mais rico para a criatividade, o céu é o limite quando você cria coisas que não têm nenhuma utilidade prática mas acabam satisfazendo muitas pessoas.



  • Algo curioso

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Existe ainda, claro, a forma diferente de ver o mundo. Inerente principalmente aos artistas, e que acabam nos fascinando. Ela também possui um vasto espaço para expansão e podem ter uma utilidade bem prática: vender um produto. Aí é que se encaixam as empresas de propaganda e marketing, e as medidas inovadores que eles criam para repassar uma ideia, um conceito. As vezes utilizar algo que todo dia utilizamos de uma forma diferente, genial. O que acha de fazer propaganda de uma academia colocando pesos nas barras laterais dos ônibus que usamos para apoio?



  • Algo que mudará o mundo

ff_free1_fE ainda existe aquela categoria de novidades que não apenas facilita nossa vida, mas a transforma de forma permanente e, até certo ponto, irreversível. Aí podemos incluir não apenas produtos, mas também conceitos e métodos científicos. Quem sabe o cozimento dos alimentos, a pasteurização, a penicilina – que foi descoberta por acaso, e quem sabe em alguns tempos a freeconomics – a economia do grátis, onde serviços e/ou produtos são oferecidos gratuitamente ou abaixo do preço de custo para que os fornecedores lucrem com acessórios. Podem ser exemplos carros elétricos vendidos quase de graça para lucrarem com as baterias, ou rodízios de pizza com preço em conta para lucrar com o refrigerante, e por aí vai.

A ideia é essa, não deixe as ideias morrerem – pense diferente, veja a sociedade não como ela é, mas como ela seria com uma melhoria. Não busque saber o que as pessoas querem, mas o que elas passarão a achar essencial quando você criar. Todas áreas econômicas da sociedade são passíveis de inovação – a cura de uma doença, um novo método econômico, um estilo de cadeira mais confortável ou até mesmo algum método mais eficiente de tomar apontamento, que não os cadernos. Não tenha medo de inovar.

That's all, folks!!apple-logo

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domingo, maio 03, 2009

A caverna de cada um

Francis Bacon, ou Chico Toicinho, filósofo do século XVI, propôs em suas obras uma reforma geral do conhecimento, na qual afirmava que os cientistas deveriam deixar de lado as falsas crenças e preconceitos para fornecerem ao homem resultados concretos de suas teorias, esses resultados deveriam ser obtidos através do empirismo, já que, para o nosso querido Toicinho, a experimentação é a principal fonte de conhecimentos. Em um de seus livros, o filósofo enumerou quatro "ídolos" (preconceitos, crenças...) dos quais o homem deveria se libertar, são eles, os Ídolos da Tribo, da Caverna, Ídolos do Foro e do Teatro.

Primeiro, analisaremos o que vem a ser um ídolo. No dicionário encontramos a seguinte definição:


Figura, estátua ou imagem que representa uma divindade e é objeto de culto; 2. pessoa a quem se atribui grande admiração, demasiado respeito ou excessivo afeto.


A partir dessa definição temos uma noção do que Bacon quis dizer ao propor o abandono dos ídolos. Ter uma admiração muito grande por algo, idolatrá-lo, faz com que se perca um pouco da sua individualidade. Quando se cultua alguém, acredita-se no que essa pessoa fala, não se questiona, apenas aceita e segue; isso acaba por impedir o raciocínio, o que traz uma “paralisação” do conhecimento, uma vez que só se descobre algo ou se muda algum conceito quando surge a dúvida.

O Ídolo da Tribo provém da própria natureza humana, ou seja, da concepção que temos de que existe uma regularidade, de que é de tal maneira, por exemplo, ao usarmos a frase, “O que tiver que ser, será”. Ao afirmar isso negamos o nosso poder de escolha, acreditamos em uma determinada crença e acabamos por sermos levados através dela, aceitando-a como verdadeira. Com isso cometemos erros, não evoluímos, permanecemos em um clico de confiar excessivamente em um conhecimento recebido. Acreditamos que manga com leite faz mal, por isso não misturamos os dois e ficamos nisso, sem experimentar o suco delicioso que sairia dessa mistura.

Já o segundo ídolo, o da Caverna, refere-se ao indivíduo em particular. Para Bacon, o nosso interior é como uma caverna (esse ídolo faz uma analogia à Alegoria da Caverna, de Platão), onde a luz não chega, ou seja, onde não tem vez conhecimento e a “existência” do outro. Nesse caso somos levados a refletir sobre o egoísmo, o individualismo que está presente em todo ser humano, em maior ou menor intensidade. Esse Ídolo está relacionado ao da Tribo por sofrer influência das crenças, preconceitos, todos eles nos são apresentados pela sociedade, pela Tribo da qual fazemos parte. Em nossas cavernas habitam nossos sonhos e aspirações, que acabam por influenciar na leitura que fazemos do que está a nossa volta.

O homem é um ser social, que necessita do contato com o outro, mas, para Bacon, esse contato acaba por ser um obstáculo ao conhecimento (não, ele não quer que nos isolemos, apenas que estejamos preparados para enfrentar as “armadilhas” que a vida em comunidade nos faz presenciar). Esse obstáculo acaba por nos ser imposto por nós mesmos, uma vez que damos significados errôneos a alguns termos da nossa sociedade, da nossa língua. Para os que não sabem, alguns estudiosos consideram a língua como uma forma de controle, já que estamos presos a ela para nos comunicar com quem está a nossa volta. Simplificando, o Ídolo do Foro surge quando acreditamos em uma determinada palavra, uma história, e acabamos por considerá-la como verdadeira, mesmo que sejam controversas, somos levados por sua fantasia e nisso não estimulamos o nosso intelecto.

Para finalizar, Bacon faz uma crítica ao seu “instrumento de trabalho”, ou seja, à Filosofia. Ao propor que nos livremos dos Ídolos do Teatro, Francis Bacon quer nos libertar dos falsos ensinamentos filosóficos, que, segundo ele, foram firmados ao longo da história sem serem comprovados, pois não tiveram uma demonstração segura. Mais ou menos no sentido da Geração Espontânea que todo mundo estuda em Biologia. Esses ídolos são classificados em três grupos;


Os sofísticos (baseados em raciocínios falsos: Aristóteles), os empíricos (baseados em generalizações precipitadas e ousadas: alquimistas) e os supersticiosos (baseados na reverência pela mera autoridade e tradição: pitagorismo, platonismo).


Dessa forma, percebemos que esses Ídolos se cruzam, que um está sempre relacionado ao outro e que os quatro estão presentes em nosso dia-a-dia. É o lugar onde vivemos e nossas tradições, o nosso egoísmo em um mundo cada vez mais individualista, o nosso medo de enfrentar obstáculos e de questionar, que acaba nos levando a seguir o pensamento do outro, a opinião do outro, que usa o poder da linguagem para nos dominar, além de sermos levados por idéias sem experimentação, sem nenhum fundamento, de quem tem a “função” de pensar nos meios e de questionar.

Proponho que passemos a ter um pensamento questionador, que não nos deixemos levar por opiniões com as quais não concordamos. Bem, terminarei com uma citação, acho que alguns já devem ter visto em um certo site... haha:


Os tolos e os fanáticos estão sempre seguros de si, mas os sábios são cheios de dúvidas.

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domingo, abril 26, 2009

Os limites da mentira na internet

Eu poderia começar esse texto falando sobre como a internet aumentou o contato entre as pessoas e como somos cada vez mais somos absorvidos por seus sites e pelas pessoas que acabamos “encontrando” nos “sites da vida”. Mas não, tenho certeza de que os leitores do Cidadão já sabem sobre tudo isso. Hoje eu vim aqui tentar falar (tentar mesmo porque, nossa, eu estou há horas tentando escrever, mas não sai nada dessa cabeça!) sobre como é fácil mentir aqui e como eu não concordo com isso.

Sempre antes de escrever sobre algo eu “jogo” o assunto no Google, para me atualizar sobre o tema e saber se as informações que eu tenho estão corretas. Bem, acabamos de nos deparar com a ponta do nosso tema: qual a garantia que tenho de que essas informações são realmente verdadeiras? Qualquer pessoa pode escrever sobre determinado assunto, divulgar na internet e colocar na pesquisa do Google. A partir disso tenho que montar critérios para julgar se determinada informação é verdadeira. No meu caso, olho se é um site conhecido, se é um artigo de alguma universidade, coisas assim. (um bom exemplo de site não-confiável é a Wikipédia)

Bem, quando você conhece uma pessoa e começa a ter um contato constante com ela acaba por adquirir certa afeição. Na internet não é diferente. Em sites de relacionamentos como o Orkut, existem comunidades nas quais você interage com as pessoas, fazendo amizades e até mesmo criando um grupo mais restrito (meus companheiros de blog sabem do que estou falando), o grande problema é que você não tem nenhuma garantia sobre o que a pessoa fala se é verdade ou não.

Muitos enxergam a internet como uma forma de escapar da sua vida real, veem aquelas outras pessoas como meros “bonecos”, ao sentarem na frente do computador encarnam um personagem, que não tem medo de falar o que pensa, que pode fingir ser um milionário, loiro, de olhos azuis, ou uma pessoa do sexo oposto, e com isso engana os outros, se diverte ao observar a reação de outros que acreditam no que o “outro” escreve. O problema que eu vejo é quando você mexe com o sentimento do seu interlocutor.

“De boas intenções o inferno está cheio”, e de más a internet também. Não vou falar aqui sobre os pedófilos, sequestradores, hackers, essas coisas, falarei sobre pessoas comuns que só querem passar o tempo.

É fato que você estando sem olhar nos olhos dos outros falar o que pensa é muito mais fácil, pessoas tímidas se soltam, puxam papo facilmente, até aí não vejo problema, eu por exemplo, depois que comecei a usar muito a internet perdi um pouco a minha timidez, hoje tenho coragem de ao menos tentar desenvolver uma conversa com uma pessoa aqui, da ‘vida real’. Vejo isso como um ponto positivo. O grande problema é quando uma pessoa fala mal de você sem se importar se você tem sentimentos ou não, esquece que existe uma pessoa de carne e osso por trás da tela, que pode se sentir ofendida com o que está lendo. Se divertir à custa dos outros, mesmo aqui, é errado.

Não vejo problema em criar um personagem em jogos como The Sims, por exemplo, e atribuir a ele características que você queria ter. É normal tentar se distrair um pouco e nesse caso você fingir ser algo não está envolvendo ninguém, não mexe com os sentimentos de outros, só com os seus. A questão é quando você cria um personagem ao interagir com outros, não em jogos on-line, porque neles é o “objetivo”, digo que é errado quando você está em um site de relacionamentos para conhecer pessoas novas e se maquia com características que não lhe pertencem.

Mexer com o sentimento dos outros é errado tanto na vida real como na virtual. Ser ignorante, egocêntrico, mentiroso ou trapaceiro na internet não impede ninguém de levar essas características para o convívio do dia-a-dia, uma vez que você ter certas atitudes e não enxergar resultados concretos lhe faz pensar que na sua vida ‘real’ pode ser assim também, você aos poucos vai perdendo a noção de limites.

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Desculpe-me pelo texto sem coerência e totalmente opinativo. Ajudem-no a ficar bom com a sua opinião, é só comentar.

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domingo, abril 19, 2009

Jornalistas X “Jornalistas”

 

Deverá ser votada, ainda esse mês, a revogação do Decreto-Lei 972/69, que determina a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Essa votação tem causado muita discussão no meio jornalístico, já que, dependendo da decisão final, poderá gerar uma mudança na imprensa brasileira. Órgãos como a Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas - e o FNPJ - Fórum Nacional de Professores de Jornalismo - lutam para que a obrigatoriedade seja mantida.

Para muitos, o decreto vai de encontro à Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, dentre outras coisas, afirma: "Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras." Ou seja, ao exigir o diploma, o país estaria ferindo um direito inalienável do ser humano. Por outro lado, é preciso analisar como essa opinião é expressa e o impacto que ela pode causar em uma sociedade.

O bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo aprende, dentre outras coisas, a teoria e a ética ao repassar uma informação, pois sua função é facilitar a divulgação da notícia de uma forma objetiva, o mais imparcial possível, já que ele não deve formar opinião e sim auxiliar a população a construir a sua.

Um exemplo de como a diplomação pode ser importante, é a mudança ocorrida na imprensa brasileira dos últimos cinquenta anos. Nas décadas de 20,30 e 40, as pessoas se viram bombardeadas por jornais com opiniões totalmente partidárias. Logo de cara encontramos dois erros; mostrar a opinião e tomar parte de alguma ideologia ou pessoa. Um caso a ser citado foi o suicídio de Getúlio Vargas. Na época do Estado Novo governo e oposição usavam a imprensa como um meio de expressar suas opiniões e de atacar um ao outro. O jornal Última Hora foi criado pelo governo para apoiar a liderança de Getúlio Vargas, já que grande parte da imprensa exercia uma oposição explícita ao governo. Depois do suicídio do então presidente do país, a população invadiu a sede de alguns jornais oposicionistas e depedraram, acusando-os de que a pressão que exerciam sobre o governo ter sido um dos motivos do suicídio de Vargas. A partir desse momento e com a formação da primeira turma na Cásper Líbero (primeira turma de jornalismo do Brasil), a imprensa começou a mudar, sendo mais objetiva e não-partidária.

Depois de toda essa história está o ponto aonde quero chegar: se antes, sem a formação profissional, os jornalistas "causaram" tanto impacto de uma forma não-positiva ao país, o que aconteceria se, novamente, leigos, que não tiveram nenhuma aula de técnicas, moral e conceitos, voltassem a escrever livremente na imprensa? A qualidade da informação repassada ao público melhorou consideravelmente nesses anos e também melhorou a situação dos jornalistas, que passaram a ter uma profissão com exigência universitária, aumentando o seu salário (que em muitos lugares ainda é baixo), além do nível intelectual dos mesmos ter aumentado, passando para o público um maior respeito e dignidade à profissão.

Quem defende a anulação da exigência do diploma sustenta que a Lei foi promulgada na época da Ditadura Militar, quando o governo queria controlar a imprensa, proibindo o acesso de revolucionários (que, em sua grande maioria, não tinha graduação), aos meios de comunicação. Eles também argumentam, como já foi citado, usando os Direitos Humanos, afirmando que a exigência fere a Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário. Além disso, um outro ponto forte é que o mercado continuaria selecionando os profissionais com diploma, já que ele [o diploma] demonstra uma maior responsabilidade e efetivo conhecimento da área. Em contrapartida, os defensores da exigência dizem que muitos meios de comunicação poderiam passar a contratar pessoas sem o diploma, apenas por terem “visões” que favoreceriam a empresa, ou seja, voltaríamos a ter uma informação manipuladora de opinião, com uma defesa ou crítica explícita a determinada coisa. Seria esse o futuro que queremos para a nossa imprensa? É fato que muitos jornais, por exemplo, deixam implícito o “lado” que defendem, mas isso não compromete totalmente a informação que chega ao cidadão, ela não é completamente distorcida e vista por apenas uma ótica. Os fatos são expressos e a pessoa pode refletir e concluir se concorda ou não.

Enfim (isso aqui está ficando grande), é fato que a imprensa brasileira ainda tem que melhorar, mas eu não sei se o fim da obrigatoriedade do diploma seria um bom começo nessa mudança. O que aconteceria com os milhares de jornalistas formados? E com os que estão para se formar? Não podemos nos esquecer de que a liberdade de expressão e de se manifestar não deve ser confundida com uma profissão. Qualquer leitor pode mandar o seu texto para qualquer jornal, se for pertinente, ele publicará. Já é difícil para um profissional da Comunicação conseguir emprego, imagina se o seu diploma não servir de mais nada? Se essa revogação for aprovada, eu vou acabar é passando fome quando me formar.

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A sua opinião é bem-vinda.

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quarta-feira, março 18, 2009

Se for preciso, use óculos

O problema da humanidade é ter olhos sadios e não querer enxergar. Essa afirmação é bem verdade quando vista como uma metáfora; o enxergar não é apenar olhar, mas sim ter consciência do que se passa, podendo aceitar ou não o que se enxerga.

Deparar-se com um mendigo na rua e não se importar é apenas olhar, sem ter consciência de que existe um problema social para esse indivíduo estar nessa situação. Eis aí um simples exemplo de olhar sem enxergar.

Grande parte da população tem os olhos quase cegos; aprendeu-se, não por ser o certo e sim o conveniente, a só ver o que lhe interessa. Muitas pessoas preocupam-se apenas com a sua vida, problemas como segregação social, tráfico de drogas, dentre outros tão recorrentes nos noticiários, para essas pessoas permanecem aí: apenas no jornal. Por não serem diretamente atingidas essas pessoas só tomam a verdadeira consciência desses problemas quando sofrem com eles, aí sim elas passam a enxergar e tentam buscar uma forma de mudar.

O uso de óculos seria uma excelente alternativa para todos esses olhos, só assim a humanidade terá uma visão menos embaçada do que a rodeia, sem precisar estar perto demais para enxergar o problema. Assim perceberá que a realidade vai muito além do que se vê.

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sábado, fevereiro 21, 2009

Pessimismo – O novo Otimismo!

halffull

São duas horas da tarde, você está com sono, não durmiu bem, afinal de contas; mas isso não importa muito – você está procurando alguma distração para passar o tempo, é um dia importante. Ontem você chamou aquela garota que conheceu no trabalho para sair, ela ficou de te ligar para acertar os detalhes, mas o tempo passa; você fica deitado na cama olhando para o teto e parece que não vai dar certo mesmo.

Meu jovem, você levou um bolo! Mas isso precisaria ser assim? E se você simplesmente deduzisse de ante-mão que isso iria acontecer, se você presumisse que a sucessão de fatos seria o mais desagradável para você possível? Se você fosse pessimista, nada disso teria ocorrido!

O otimismo sugere que você deva acreditar que as coisas vão acabar dando certo, que tudo se solucionará, tudo ficará bem, as coisas se encaixarão. Você pode assistir Two and a Half Men e ver que o ex-marido da namorada do Charlie arranjou um emprego para ele, e que, assim como ele havia dito, tudo deu certo. Mas se Alan não tivesse tomado os remédios experimentais para arrancar uma grana, eles poderiam simplesmente quebrar.

O otimismo presume um comodismo incoveniente, intrisecamente. Você pode até considerar que otimismo sem dedicação para consecução dos objetivos não é otimismo; e estaria certo em partes. Mas a crença na viabilidade daquilo que faz o cega para outros aspectos relevantes, como a possibilidade de não dar certo e como lidar com essa situação.

Outra deficiência do otimismo é que você condiciona corpo e mente para o momento em que tudo dará certo, e não lembra de, ao menos, lembrá-lo de que isso pode não acontecer. Ou, se o lembra, e até tenta treiná-lo para esse momento, não conseguirá jamais deixá-lo plenamente preparado para a magnitude de um fracasso.

O pessimismo cuida de todos esses aspectos para você, esperando o desastre seu corpo e sua mente não se abalarão quando ele chegar, e nem terão problemas em recomeçar do zero e refazer tudo, mais uma vez. Além do que, você ficará feliz em dobro se tudo der certo! Porque será uma surpresa para você, será algo totalmente novo, algo que você não previa!

Agora, assim como é um problema para o otimismo, o comodismo também pode ser um problema para o pessimismo. Você pode achar que, como nada dará certo, então não faz tanto sentido tentar fazer.

E o otmismo ganha nesse ponto porque você tem um propósito, você continua tentando porque quer algo, sonha com algo, ou crê em algo. Isso te dá energia para perseverar. Só que temos mais um problema aí, quando suas esperanças ruem, a queda é muito maior do que se você já estivesse no fundo.

Se você não espera nada, não quer nada; sempre que ganhar algo, será lucro! Daí você pode até chegar à filosofia de Tyler Durden, selfdestruction, você só será livre quando perder tudo que tem, pois aí não terá o que perder.

Para driblar o comodismo e passar a ter lucro líquido em todas as operações (relevem, linguajar contábil) você terá apenas que encarar o que surgir. Afinal, você é pessimista, e não tem nada a perder, então porque não tentar? O pior que pode acontecer é dar tudo errado, e isso não será surpresa.

Você nesse momento deve estar com ânsia e me imaginando com duas giletes posicionadas estratégicamente em frente ao meu pulso. Mas estará muito enganado, se tiver essa imagem em mente! haha!

Com o pessimismo eu busco sucesso na vida, busco crescer, busco novas amizades e até retorno em investimentos na bolsa. Com postura, atitudes e mentalidade pessimistas os fracassos são minimizados e os sucessos maximizados. Ele permite que não se iluda quando as coisas estão indo bem e nem se desespere quando estão indo mal.

Você só precisa encarar a vida com um desdém de 'sim, porque não?' e não se deixar cair na armadilha do comodismo. E assim será bem mais fácil do que se fugisse da armadilha do comodismo causada pelo otimismo; já que nesse caso você ainda teria que lidar com as frustações.

E não digam que a partir do momento que espero coisas boas com o pessimismo estou sendo otimista, porque apenas sei que estatisticamente algumas delas, eventualmente, darão certo. Mas a incerteza de qual dessas coisas chegará nesse ponto me faz chegar à conclusão de que não dá para esperar isso de especificamente nenhuma. Então, continuarei sendo pessimista, até que aconteçam. E, como dito, serão lucro líquido.

Sejam pessimistas, e tenham sempre um sorriso na face!

That's all, folks!

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domingo, fevereiro 01, 2009

Dividir o PC é uma merda e eu explico por quê!



Acho que este problema é compartilhado por muitas pessoas. Afinal, um computador é algo caro e realmente muitas vezes é necessário dividir ele com outras pessoas que moram com você.

O problema é quando as outras pessoas da sua casa só olham para o lado delas, e como o mundo parece girar no umbigo dessas pessoas, é algo quase impossível conviver pacificamente com este tipo de gente.

Claro, escrevo isto já deixando claro que no caso o PC não vai ser comprado com o SEU dinheiro, afinal, se o dinheiro é seu, você o faz como bem entender. Aqui vamos falar do caso em que seu PC será comprado com o dinheiro dos seus pais.

Enfim, vamos aos tópicos.

Você nunca poderá fazer um PC do jeito que você quer.

Escrevo isto por experiência própria. Você dificilmente poderá fazer um PC realmente bom, afinal, para as outras pessoas que usam o computador apenas para ver orkut e msn, isso é "gasto desnecessário". Colocar uma placa de vídeo no computador e uma memória maior, por exemplo, é uma tarefa árdua. Sempre terá aquela pessoa perguntando qual a finalidade disso tudo, afinal, se roda o PowerPoint para fazer aqueles slideshow a serem mostrados em trabalhos da faculdade, não é preciso mais nada.

O máximo que você conseguirá será um PC medíocre que travará até mesmo com MSN.

Não tem como você realmente personalizar o seu PC.

Bem, você já comprou o seu PC medíocre, chega em casa e agora começa a usá-lo. Começa a ver algumas coisas interessantes na internet e gosta de determinados temas para sua área de trabalho e alguns wallpapers. Você os baixa e aplica todos, ficando tudo bem agradável. Depois disso, você organiza os ícones da sua área de trabalho, separando pastas, enfim, organizando tudo.

Mais tarde, você volta para seu PC e vê que sua irmã colocou uma foto dela como desktop, entupiu a área de trabalho com fotos - todas espalhadas e desorganizadas, até mesmo sem nome, como, por exemplo, ISSO que está AGORA no MEU desktop:

"ATgAAAC5dufhBECxUn-Jx0RmHGrfw-Wfkcy2htUDrt3Tcl_1HcOBuEnFu9BzOdf-9p6mlG84NTgdVQTNtlOsT6Pk2SI_AJtU9VA9QqxeSJYo7dgt-bwv8Cyxt6llOw"

ISSO É NOME DE FOTO?

E simplesmente cria pastas e mais pastas para colocar no seu desktop. Por mais que você peça para que mantenham um nível de organização, a bagunça continua. Até que você desiste e fica no meio da bagunça mesmo o PC que você usa.

Você pode ser o que menos usa, mas se deu defeito, a culpa é SUA!

Especialmente se você é um PC gamer. Qualquer game que você coloque no seu PC, mesmo se for uma ROM, é uma bomba relógio em potencial e que irá FODER o seu computador. Nem de longe o fato dele nunca ter seus arquivos temporários apagados ou até mesmo fazer o básico Scandisk ou passar o desfragmentador. Nada disso. A sua medíocre ROM de SNES irá acabar o seu PC, afinal, ela é algo muito perigoso.

E se o computador começar a dar problemas para ligar, a culpa é SUA também. Afinal, ignorem o fato de que o computador foi feito de forma para ser medíocre e se tornar uma peça ultrapassada em menos de um ano. Ainda é super fácil encontrar uma memória do tipo DDR-1, certo?



Sempre querem lhe tirar do PC na hora mais incoveniente.

É batata, você está a alguns minutos do fim do download do último episódio de HOUSE, quando alguém chega e diz que precisa URGENTEMENTE ver uma coisa no computador. Você sai, achando que é para acertar algo de real importância, como checar seus e-mails. Mas não, a pessoa apenas queria ver se mandaram aquele SCRAP que falam da festa que aconteceu na noite anterior. E precisa responde o scrap, depois vai comentar em outras fotos e você, que no momento se afasta por um tempo e nem olha o que esta pessoa está fazendo no computador, acha que ela está resolvendo um super problema.

Claro, quando o contrário acontece, é um escândalo, afinal, é preciso que esta pessoa fique conversando no MSN com seus amiguinhos até ficar entediada. Chega a ser um sonho você conseguir usar o PC sem antes ter que BRIGAR por isto.

E não tem como estabelecer horários com pessoas assim. Acreditem.



Você desiste de fazer upgrades em um PC que não poderá aproveitar.

E fecho este pequeno "post-desabafo" dizendo que as coisas chegam em um nível de desorganização, spywares, lentidão e atraso tão grande que você simplesmente desiste de investir no PC. Afinal, pra quê gastar dinheiro em algo que será estragado quando você menos esperar?

E caso você esteja pensando "seja homem e compre com seu dinheiro!", bem, estas providências estão sendo tomadas já. Em pouco tempo, devo comprar um PC com o meu próprio dinheiro e assim poderei atualizar o Blog com mais tranquilidade. Acreditem, eu tenho atrasado vários posts meus por culpa disto: outras pessoas usando o mesmo PC.

Até lá, peço a compreensão de vocês, em breve isto será resolvido.

Obrigado pela paciência.

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sábado, janeiro 31, 2009

Modistas e modinhas

A sociedade é um ambiente em que inúmeras pessoas convivem e compartilham, mesmo que a contragosto, de anseios, medos, utensílios do dia-a-dia e, evidentemente, opiniões.

Não de forma literal, é claro que ninguém escovará os dentes com sua escova. Mas, assim como você, irá ver o comercial da escova Colgate 360° e vai comprar! Quem não gostaria de ter uma escova falante?

Essa é a nossa cultura de massa, os grandes conglomerados transmitem suas propagandas para milhões e milhões de pessoas, buscam ser o mais ecléticos possível e obter o máximo de público, e, na maioria das vezes consegue.

Esse movimento, a cultura de massas, surgiu e teve seu ápice com a explosão tecnológica da televisão. Este é um veículo de entretenimento com uma grade de programação fixa, você pode morar no Oiapoque ou no Xuí, acabará vendo a novela das oito às 21:15 na globo. Exceto em casos de fuso horário diferente, o que não é relevante.

Estar in era gostar do que todo mundo gosta, era vestir o que todo mundo veste, seguir as tendências, viver na cultura universal.

A explosão do novo veículo de comunicação está invertendo tudo isso, após o rádio veio a televisão, e agora está vindo a internet. Dentro de alguns anos você não verá mais uma programação fixa de televisão, e seim escolherá o que quer assistir e quando quer assistir nos sites das grandes produtoras; desde o episódio da sua série predileta em que você parou até um filme iraniano caso tenha acordado meio indie.

Falarei mais detalhadamente sobre essa mudança estrutural no universo das comunicações em outra ocasião. O que nos interessa no momento é a alteração estrutural do pensamento consumista que isso resulta.

Com a internet você não vê mais o que te mostram, vê o que você quer ver.

Os papéis se inverteram, não é mais cool acompanhar as modas, e, sim, fugir delas! Se você vê o que todo mundo vê você é modista, se vai aonde todos vão é modista, se veste o que todo mundo veste é modista.

A internet influenciou nessa equação adicionando uma quantidade bizarra de informação nas pessoas. O conteúdo é quase que individualizado, porque todo mundo o produz. Você tem um blog, mas também acompanha outros blogs, e os donos dos blogs que você acopanha acompanham o seu. Tudo ao mesmo tempo agora.

Na minha época, se não assistisse Cavaleiros do Zodíaco na Manchete eu seria um ET; hoje, se vejo Naruto no SBT sou um modista. Talvez não para grande parte da população, mas para quem já possui uma cultura de internet, essa é a realidade. E em breve será a realidade de todos.

Sim, caros, os nerds dominarão o mundo.

Isso, evidentemente, é maravilhoso; a democratização do conhecimento permite que pessoas comuns compartilhem suas experiências com as demais, e não apenas mega-gênios autistas.

Mas tem seu lado negativo, também. Se você era descartado se não soubesse que Goku corta Freezza ao meio antes de Namekuzeidin explodir hoje você o é se sabe que esse é o meu jeito ninja, tô certo!

A grande maioria das coisas que você faz é taxada de ‘modinha’, por fazer parte de uma cultura de, ou ao menos destinada às, massas.

Em ambos os casos o excesso peca, antes por taxar pessoas que buscavam culturas alternativas; agoro porque a cultura de massa não é totalmente ineficaz, se chegou a ser de massa é porque possuiu qualidade para tal, em algum momento, ao menos.

Vale ainda o argumento, claro, de que isso em muito se deve ao fato dela ser absurdamente genérica, tão diluída para agradar todos os publicos que perdeu o valor individual aclamado pelos novos undergrounds. Indies.

A grande contradição é que o anti-modismo virou uma moda. Todos são anti-modistas e caem no mesmo buraco daqueles a quem combatem. Seria como fazer uma comissão para implantar o anarquismo, algo sem sentido. E os fóruns de toda internet adotaram esse movimento social; movimento mesmo, não me parece ser uma bolha, e, sim, uma tendência, que, com o crescimento da internet, irá se massificar e destruir a si mesmo.

Como uma banda indie que faz muito sucesso ao ponto de se tornar pop e, aí então, perde todo sucesso pelo grave crime de ter conseguido muito sucesso! Ou como programas como o Pânico na Tv, que teve seu grande ás em ser inovador no ramo da comédia e ruiu nesse sentido por se tornar batido, tendo que apelar para pornografia e piadas sem graça; o mesmo que ocorreu com a série American Pie.

O mundo da publicidade já atentou para este fato, não é só o YouTube a única experiência nesse sentido; alguns sites disponibilizam programas de TV, em alta definição, sem o aspecto pragmático das grades.

Comerciais de TV, aqui mesmo no Brasil, vão nesse sentido; e isso pode se notar naquela que eu considero a melhor indústria de comerciais atual: A automobilística. Não me lembrarei por nome, mas um desses mostra vários carros rodando em discos, quando surge um que frea e foge; outro mostra um 4x4 seguindo uma trilha de labirinto definida quando, de repente, acelera e detona as paredes fugindopara a liberdade e para o horizonte!

E, se não me engano, o Terra veiculou um que falava diretamente disto, mostrando pessoas em enormes filas, com objetos idênticos na cabeça (panela de pressão, lol) e criticando aqueles que seguem as modinhas.

Ironia ao máximo, um site da internet, a responsável por esse movimento, veiculando essa propaganda no no canal que morrerá graças a ela, a televisão.

Estamos em um mundo de infinitas bolhas, que surgem e estouram assim que adquirem tamanho suficente para serem vistas.

O fim das culturas de massa se vê na falência das grandes produtoras musicais e até mesmo cinematográfias. Esse movimento e o fim dos grandes investimentos diminuírão a qualidade do produto cultural? Criarão uma dependência ainda maior do que a já absurda pela informação? É um fim mesmo, ou apenas uma reinvenção?

Escreva, produza, crie. Se ninguém o vir, serás um sucesso.

Discordem de mim!

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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Modelos e Seguranças

Na sociedade a grande aglomeração de pessoas convivendo, se divertindo nos mesmos lugares, comendo as mesmas coisas e partilhando anseios cria uma unidade humana coesa. Evidentemente as individualidades sempre predominarão sob uma ótica microsocial, mas de forma geral todos assistimos blockbusters e comemos picanha.

Nesse contexto acaba sendo natural que também surjam modelos de beleza, é assintomático, tanto o foi na distante idade média com a mulher perfeita sendo aquela que “enche uma cama” como hoje e nossos esteriótipos de magreza bela.

E em todos os casos existem e existiram mulheres dispostas a utilizar seu corpo como exemplo vivo e carnal, bem, bastante carnal, do que todas as outras mulheres deveriam ser e não são. Modelos. Desfilam em passarelas com roupas estrambóticas e posam para a capa da Boa Forma. Na verdade esses são as modelos femininas, as modelos para o público masculino posam em revistam menos comportadas e com menos receitas de bolo.

O que quero dizer, essas mulheres vivem de mostrar seu corpo, seu emprego é ralar para manter a forma ideal estereotipada da sociedade e mostrar para quem quiser ver aquilo que lhes passe uma relativa inveja masoquista, ou talvez uma esperança de sucesso sexual na selva de pedras. Elas vivem de mostrar o corpo.

E o que digo, vejam só, é que seguranças fazem o mesmo!

Seguranças são aqueles caras de terno e gravata que geralmente são quase tão largos quanto altos. Dispostos na porta de boates, eventos sociais, até mesmo escolas e quaisquer outros ambientes que gerem necessidade de repassar o sentimento de paz aos convivas.

E, exceto em locais onde realmente haja um perigo latente ou até mesmo líquido de ação subversiva, eles estão ali apenas para utilizar seus corpos para ganhar o pão de cada dia.

Sei que isso pode soar extremamente gay, mas eles, igualmente às modelos, malham constantemente e se submetem a dietas rigorosas e até mesmo inglórias para obterem um porte físico que transmita real segurança a quem está sob sua tutela. Ele pode passar horas em pé sem fazer absolutamente nada, mas está lá apenas para expor seu corpo como instrumento de satisfação territorial e pacífica.

E esta é a sociedade em que vivemos, apesar de nos diferenciarmos das demais espécies graças à perspectiva de desenvolver o cérebro antes do corpo ainda necessitamos de que algumas pessoas façam esse trabalho sujo para nós. Poderíamos colocar um manequim holográfico para ser nosso modelo de beleza ou uma metralhadora automática e seletiva na frente de boates para garantir a segurança; mas necessitamos de coisas palpáveis e humanas que nos digam que aquilo tudo é real e poderíamos ser como eles, apesar de que jamais seremos.

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