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sábado, novembro 07, 2009

Cinema & TV: Sacha Baron Cohen, Cidade de Deus, Danny Boyle e Fernanda Young

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O controverso astro por trás de Borat, e Brüno planeja fazer mais dois filmes no estilão que só ele consegue. Depois de um repórter do glorioso país do Cazaquistão que quer aprender um pouco sobre o American Way of Life e de um repórter austríaco gay fã de Hitler que busca o estrelato o que mais ele poderia fazer? Um deles é sobre um advogado descendente de latinos que ajuda um imigrante a processar sua própria empresa (Accidentes), já o outro ainda está indefinido, mas contará com os mesmos roteiristas de Brüno e Borat. O certo é que o ator inglês já criou sua própria produtora – a Four by Two Films.

Pois é, assim como muitos blogs baseiam sua existência na criação de listazinhas, as revistas também seguem o mesmo caminho – e, ainda, fazem sucesso com isso. A da vez é a revista Paste (?), que colocou o filme de Fernando Meirelles como o melhor dos anos 00. Confira a lista:

1 – Cidade de Deus
2 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
3 – Quase Famosos
4 – O Senhor dos Anéis
5 – Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
6 – Beau Travail
7 – Encontros e Desencontros
8 – A Criança
9 – Onde os Fracos Não Têm Vez
10 – Os Excêntricos Tenenbaums

O oscarizado Melhor Diretor, por Quem quer ser Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008), divulgou seu próximo projeto – um filme baseado em fatos reais sobre a história de Aron Ralston, alpinista que amputou o próprio braço para sobreviver em um ambiente hostil (lembra Jogos Mortais?). As filmagens devem começar em Março de 2010 e irão contar com Simon Beaufoy, roteirista de Quem quer ser Milionário?

Okay, admito que isso não tem muito a ver com Cinema ou TV – apesar de Young ser a roteirista de Os Normais e apresentadora do Irritando Fernanda. A questão é que tinha que publicar essa notícia! Depois do ensaio nu, que ela classificou como intelectual, ela lança um livro entitulado Pau. E aí vai uma dica: não fala sobre árvores.

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quarta-feira, novembro 04, 2009

Alec Baldwin e Steve Martin apresentarão o Oscar 2010

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Depois das recusas de Hugh Jackman (orientado por amigos a se focar na carreira de ator, e não de dançarino e cantor) e da dupla Ben Stiller e Robert Downey Jr. finalmente a Academia selecionou os apresentadores da próxima edição da principal premiação do cinema mundial.

A dupla com certeza virá para abrilhantar o evento que tem sofrido por baixas audiências televisivas nos últimos anos, e com muita qualidade, certamente! Baldwin está em uma das suas melhores fases no seriado 30 Rock e Martin que não está tão na mídia roda o mundo com uma turnê de seu novo disco de banjo (?).

A premiação será em 07 de Março de 2010, dia 2 de Fevereiro serão anunciados os indicados. Desde 1987 a premiação não era apresentada por duas pessoas – coincidência ou não os dois estão estrelando uma comédia, Simplesmente Complicado.

(Mais Informações: O Globo)

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terça-feira, novembro 03, 2009

Cinema & TV: Romero, Prince of Persia, Terminator, Lost, Teletubbies e +Seqüências

Nosso blog já tem um tempinho, e então percebemos que estava na hora de torná-lo diário, apresentando notícias do que acontece nesse mundo do entretenimento que nos envolve. Sem mais delongas, seu boletim de notícias de Cinema & TV.

Os três primeiros filmes do mestre tiveram um vão de pelo menos uma década entre cada um deles, mas parece que agora ele não tem muito tempo a perder. Apenas três anos após o lançamento de Diário dos Mortos (Diary of the Dead, 2007) sua continuação deve ser lançada – para quem não fez as contas, 2010. O longa ainda se localiza pouco tempo após o início da infestação por zumbis, em um tempo semelhante a Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, 1968). Confira:

Quem também não perde tempo é a adaptação da bem-sucedida franquia de games Prince of Persia. Estrelada por Jake Gyllenhaal (Brokeback Mountain e O Dia Depois de Amanhã) a longa tem estréia prevista para 4 de Junho de 2010. Confira o trailer aqui, ainda não o achei no YouTube.

Você sempre achou que poderia filmar Terminator melhor do que os caras filmam? Achou que poderia fazer uma HQ de sucesso e ganhar trilhões? Que poderia revitalizar a história ou até convencer o governador da Califórnia a voltar? Pois seus problemas acabaram! Basta comprar os direitos sobre a história que agora estão em leilão. Aí você que sempre achou que pirataria não é crime vai sentir na pele o que é perder bilhões que você ganhou em cima do entretenimento do mundo. PS: Sou a favor do livre trânsito de conhecimento.

Furo do Omelete, para os fãs da série que não agüentam mais esperar: Ela volta dia 20 de Janeiro! Bem que poderia ser dia 5 em homenagem ao meu aniversário. Pff, produtores incompetentes.

Você não deve ouvir falar deles há um tempinho, a televisão brasileira deixou de exibir seus programas há alguns anos, mas eles ainda estavam vivos – uma editora inglesa publicava revistas semanais dos heróis (?) coloridos. Só que as baixas vendas (apenas 4 mil exemplares no último mês) levaram ao seu cancelamento. Tchaaaau o/

Pois é, nada como tirar dinheiro de fãs com fórmulas de sucesso! A Sony já demonstrou seu interesse em rodar Homens de Preto 3, mesmo sem a confirmação dos protagonistas Will Smith e Tommy Lee Jones. Outra que está mais próxima de ocorrer é Uma Cilada para Roger Rabbit, que parece já contar com roteiristas e diretor confirmados. Já Bruxa de Blair, que havia parado no tempo devido à decepção dos produtores com o fiasco da segunda longa, pode voltar com o hype criado em volta de Atividade Paranormal. Uma boa!

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sábado, outubro 31, 2009

EpicScene #05 – Comendo o próprio cérebro

semterror Hannibal Lecter é um distinto assassino que nutre bizarras práticas antropofágicas. Magistralmente interpretado por Anthony Hopkins ele protagonizou algumas cenas memoráveis – entre elas certamente a que mais é recordada pelos fãs é a cena em que o personagem interpretado por Ray Liotta, em estado catatônico, tem seu escalpo (ou a parte superior do crânio) retirado por Hannibal, que ainda retira a sua meninge e frita, dando para o próprio Liotta comer.

Enquanto isso Hannibal explicava para Clarice que o cérebro não sente dor, justamente por ser o órgão responsável por interpretar a a dor. Se você achou isso de embrulhar o estômago melhor não ver – existe uma outra cena em que Hannibal mostra seu gosto por cérebros de forma mais contida, nessa ele leva um pedaço para lanchar no avião e dá para um chinesinho comer. Um doce. Confira aqui.

  • Filme: Hannibal (Hannibal, 2001)

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quinta-feira, outubro 29, 2009

Análise de Gênero #04 – Holocausto Zumbi

semterror Os zumbis são relacionados à cultura vodu haitiana, onde sacerdotes reviveriam mortos e eles seriam seus escravos eternos – ou seja, ele é associado ao trabalho físico desgastante e à subordinação. Nada estranho então em achar que aquele trabalhador assalariado que chega às 4hs da manhã com olheiras cavernosas seja chamado de zumbi.

Não, não foi George A. Romero que criou a mitologia dos zumbis, mas foi ele que a introduziu na cultura pop ocidental definitivamente. Recauchutando um pouco os conceitos do pessoal do vodu lá no Haiti e inserindo elementos que os popularizariam e os tornariam o fenômeno que são hoje. Destacadamente a voracidade deles por comer carne humana e o fato de serem contagiosos a partir da saliva.

Esse é para mim o melhor gênero de terror, talvez não seja o que dê mais sustos ou coisa do tipo, mas certamente é o melhor elaborado e o mais inteligente. E é aquele em que mais nos vemos dentro da tela, onde com mais intensidade pensamos "o que eu faria?". Tenho essa postagem na cabeça há alguns meses já, e nunca tive coragem de escrever, por ter medo de estragar o que mais gosto – ou deixar esse gosto atrapalhar. Agora já era, acompanhem!

  • Um belo dia…

Talvez o ponto que mais se destaque no Holocausto Zumbi seja o seu início, justamente por ele não existir! Ninguém sabe como surge o primeiro zumbi, e a falta de informação coloca os envolvidos naquele caos contra a parede: Um belo dia eles acordam e todos seus amigos, familiares e conhecidos estão comendo carne humana pelos cantos, soltando grunhidos estranhos e se voltando para sua direção com os braços estendidos e uma cara de poucos amigos. O que fazer?

image Nos vários filmes de zumbis que já estiveram nas telonas nada passou de boatos, de que isso poderia ser causado por um vírus-teste que vazou de laboratórios científicos, por um vazamento de radiação, por rituais religiosos ou simplesmente pela explicação de quem quer mais é sobreviver… O inferno estava cheio e eles vieram passear na terra.

Isso pode mudar em breve, felizmente ou infelizmente George A. Romero, o cara que adaptou essa mitologia para nosso mundo revelou recentemente que está trabalhando em um livro, para o próximo ano, onde as origens dos zumbis podem ser finalmente reveladas. O que abriria uma brecha para sua solução.

  • Os zumbis surgem

Na magistral definição de George A. Romero o zumbi é o ser humano em estado puro, sem as amarras e limitações impostas pela vida em sociedade. E esse é o grande ponto deles, diferente de monstros sobrenaturais, criaturas alienígenas ou robôs superavançados eles são o que nós somos, eles são nós, ou somos nós, sei lá. São seu vizinho, seu irmão, seu amigo.

Por mais agonizante que seja não dá para dizer que eles estão mortos, eles apresentam atividade cerebral ainda, talvez até memórias e instintos -  como os zumbis que "fazem compras" em Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978) – evidentemente prejudicados pela falta de oxigenação do cérebro ocasionados no momento da morte, o que também os deixa em estado catatônico. Sim, zumbis são catatônicos, eles não, NÃO, são rápidos e ágeis. Ouviram? Zumbis não são rápidos. Em hipótese alguma!

imageE esse é um ponto interessante deles, como sabemos uma mordida de zumbi faz com que a pessoa em algumas horas se transforme também em um zumbi, talvez devido ao contato da saliva onde estariam inoculados os vírus. Mas antes de se transformar em um zumbi o portador morre devido à infecção, por mais simplória que tenha sido a mordida. Portanto a zumbificação é um estado posterior à morte, e isso fica muito bem evidenciado no remake de Despertar dos Mortos onde um personagem infectado é acompanhado até a morte e sua conseqüente transformação.

  • Crítica social

Como evidentemente vocês já devem ter notado, mais do que um excepcional gênero do terror com elementos bem fechados – a infecção que se alastra e apenas cresce, o impacto de ver que os monstros são pessoas comuns e você pode se tornar um – o Holocausto Zumbi tem seu ápice na bem construída crítica social que ele representa.

Afinal, a primordial conseqüência da disseminação desse mal é a dissolução da sociedade organizada como a conhecemos. A morte quase instantânea de um considerável contingente populacional paralisa os serviços básicos; o medo do contagio afasta as pessoas das grandes cidades criando um grande caos; os meios de comunicação podem sair do ar, talvez a internet nos tempos modernos sobreviva, assim como os meios mais primitivos, como o rádio e o telegrafo.

image Por fim as estruturas de poder perdem qualquer sentido, sem instituições fiscalizatórias não há mais leis, saques ocorrem constantemente e a partir daí a sobrevivência se dá em pequenos grupos nômades que consomem os recursos de uma área e partem para outra – mulheres, comida e combustível passam a ser os itens de maior valor.

Os humanos são levados ao seu estado primitivo, os falsos conceitos de ética, modos, elegância e etiqueta são logo dissolvidos pela necessidade instantânea de sobrevivência. Ou se vira ou morre, negão, não tem para onde correr!

Resumidamente é isso, o Holocausto Zumbi destrói a sociedade e, a partir daí, só o que vale é a sobrevivência. Esse gênero cinematográfico possui evidentemente muitas outras nuances, mas estou escrevendo uma postagem, não um um livro, então infelizmente tenho que conter meu ânimo e encerrar por aqui. Quem sabe não faço uma Parte II dia desses?

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CinePersona #02 – George A. Romero

semterror Como já falei (ou ainda vou falar, postagens programadas) George A. Romero é a mente por trás do transporte da figura mitológica dos zombies para as telonas, e por conseqüência para a sociedade moderna. Ele estabeleceu uma série de elementos fundamentais em seu desenvolvimento e criou uma febre de filmes do gênero que hoje está mais forte do que nunca com o lançamento de sucesso de Zombieland.

Romero nasceu em 4 de Fevereiro de 1940, em New York e lançou sua obra-prima 28 anos depois, A Noite dos Mortos-Vivos (Nigth of Living Dead) daria início a todo um gênero.

Nos filmes dirigidos pelo mestre não há muito espaço para um aprofundamento na psique dos personagens, suas motivações muitas vezes são apenas superficialmente expostas - mas isso tem um sentido bem nítido, o mundo não espera por isso, você tem apenas que garantir estar vivo no momento seguinte.

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Sua crítica social pode ser vista em detalhes de alguns filmes, como na morte de Duane, protagonista negro de A Noite dos Mortos-Vivos pelo grupo de resgate após ter sobrevivido a situações críticas com zumbis, ou com o incontrolável impulso consumista que levou O Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978) a ser rodado em um shopping-center onde os zumbis ainda guardavam resquícios que os levavam a empurrar carrinhos, pegar roupas, etc. Em Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985) por sua vez os zumbis são "domesticados" pelos humanos, em sua soberba de tentar civilizar aquela espécie que já é evidentemente a desvirtuação completa do que entendemos por humanidade. E chegando a um ponto em que os papéis se invertem e o zumbi Bub se mostra muito mais humano que o líder da reserva militar, chegando ao ápice onde Bub atira no líder, vingando a morte do cientista que cuidava dele.

Esse é outro ponto interessante: no decorrer dos cinco filmes já lançados por Romero com a temática zumbi eles evoluem aos poucos. E essa evolução que digo é a utilização de ferramentas primitivas, manuseio de utensílios da sociedade moderna, desenvolvimento de sentimentos e demais fatores que culminam, em Terra dos Mortos (Land of the Dead), na disputa de território entre um grupo de zumbis organizados e um grupo de resistência humana!

  • Filmografia Destaque

image #03 – Dia dos Mortos – 1985

Em um mundo devastado pela ação dos zumbis a sobrevivência se localiza em isolados centros militares. Em um deles, onde se passa a história, um grupo conjunto de cientistas e militares busca uma forma de domesticar os selvagens que vêem a rodo de uma mina abandonada. Conflitos internos pela pressão causada pela constante iminência de morte faz as coisas saírem do controle.


image #02 – Despertar dos Mortos – 1978

Pressionados pela disseminação dos zumbis um grupo de pessoas se junta e invade um shopping center, buscando a sobrevivência. Porém, logo os zumbis cercam o local à espera de um vacilo dos vivos. A situação fica grave quando comida e água passam a ficar escassos e eles têm que buscar uma alternativa fora dali.


image #01 – Noite dos Mortos-Vivos – 1968

O começo de tudo. A obra que fundamenta todos filmes de terror daí em diante mostra um primeiro zumbi atacando um casal de irmãos que viajava pelos Estados Unidos, em estado de colapso após a morte de seu irmão, Barbra encontra Ben e junto com mais algumas pessoas eles tentam sobreviver em uma casa abandonada até que chegue socorro. Caso chegue.

Ah, só lembrando que o ano que vem reserva uma grata surpresa para os fãs do mestre. No ano que vem será lançado um remake do pouco conhecido The Crazies, filme em que os inimigos da vez não são zumbis, mas pessoas infectadas por um vírus que as mantém racionais e inteligentes, porém super violentas e sem a lucidez de distinguir amigos. Parecido com Extermínio (28 Days Later, 2002)? Pois bem, ele foi feito em 1973. Confira aqui o trailer.

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EpicScene #04 – Bub Shoots Rhodes

semterror Queria terminar esse dia com uma cena marcante de um filme de zumbis, não conseguia chegar a um consenso comigo mesmo. Pelo menos nos filmes que vi o roteiro é muito linear, não tem uma parte que se destaca muito do restante do longa ou coisa do tipo. Embora tenha acabado escolhendo uma que marca muito bem o que Romero quer dar à sua história, não desse filme, mas da sua seqüência de filmes: A evolução dos zumbis, que comentarei amanhã.

Aliás, não queria dar spoiler do filme, mas acho que acabei colocando um logo no título. O filme é de 1985, vai lá! Na cena Bub, um zumbi que estava sendo treinado por cientistas para se readaptar à sociedade civilizada, percebe que seu "pai" foi morto pelo chefe da base militar, Rhodes. E, usando um dos truques que aprendeu, pega uma arma próxima a onde estava e atira no algoz de seu mentor.

  • Filme: Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985)

Ah, quase esquecia de avisar: Tem um pouco de gore quando os amontoados de zumbis se juntam para comer as tripas do Capitão Rhodes. Se você tiver estômago fraco não veja. Ou veja e vomite, sei lá.

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terça-feira, outubro 27, 2009

Análise de Gênero #03 – Terror Slasher

semterror É a última semana de Outubro, e o Cidadão Kang comemora a Semana do Terror!

Dentre os vários subgêneros do terro alguns conseguem estar presentes em um grande número de obras, provavelmente por sua fórmula ser bastante simples de ser executada, trazendo ainda bons resultados. É o caso do Slasher, mesmo que esse nome não signifique muita coisa de cara, você com certeza já assistiu alguns filmes do gênero. É aquele que tem um psicopata duro na queda que ninguém sabe quem é e vai fazendo uma fila de mortos, primeiro o negão, depois a garota fútil, depois o mocinho corajoso e finalmente quando chega a hora da garota indefesa… Ah, não vou contar todo post aqui! Sigam lendo!

  • Surgimento

image A origem do gênero é atribuída a Peeping Tom (1960), filme controverso de Michael Powell que mostrava um pacato fotógrafo que escondia da sociedade um bizarro fetiche: ele assassinava suas modelos, gravando os últimos momentos de suas vidas e se deleitando posteriormente com as expressões de absoluto terror. Essa perversão vouyeristíca se devia a um histórico de abusos que o pai, cientista, lhe acometera em experiências relacionadas ao medo.

Infelizmente esse filme foi condenado pela crítica que se viu horrorizada (algo parecido ao que ocorreu com Laranja Mecânica) e caiu no ostracismo por um bom tempo. Contudo, no mesmo ano, Alfred Hitchcock lançara Psicose (1960) um começo um pouco mais comportado para o subgênero. Nele, o desaparecimento de Marion Crane que havia roubado U$40 mil (naquela época deveria ser uma fortuna) mobilizou um grupo de pessoas que se viu diante de um antigo hotel de beira de estrada envolto em mistérios. Eu não vou contar o final. Hitchcock comprou todos exemplares do livro que o inspirou antes do lançamento do filme para que ninguém soubesse o final, não sou eu quem vai contar.

De toda forma uma série de assassinatos acontece e o namorado e a irmã de Marion buscam a personalidade doentia por trás disso. E, sim, esse filme é aquele clássico da cena do chuveiro em que surge a penumbra de um assassino com uma faca nas mãos. Com bases bem cimentadas o Slasher passou a se disseminar.

  • Características

image O subgênero slasher trouxe de suas origens uma gama de características, evidentemente adaptadas às novas produções, que pôde ser notada nas obras semelhantes que a seguiram no decorrer dos anos.

Inicialmente é bem delineado um grupo de pessoas – é sobre eles que os fatos durante toda longa recairão, dificilmente alguém estranho a esse grupo inicial é introduzido no decorrer da história e passa a ter uma participação determinante.

Esse grupo de pessoas então fica confinado a um determinado espaço por alguma razão qualquer – uma tempestade os prendeu em um hotel abandonado, o carro enguiçou perto de uma fazenda sombria, foram passar as férias em uma cabana aos pedaços, herdaram uma casa do tio do avó do cunhado do sobrinho da vizinha e têm que passar uma noite lá, enfim. Outros cenários podem ainda ser inseridos, mas a maioria dos eventos ocorrerá nesse espaço.

Um primeiro assassinato ocorre, esse é o plot-point da maioria dos Slashers, a partir desse assassinato os personagens buscam uma explicação ou simplesmente tentam fugir. Normalmente só tentarão fugir depois do terceiro ou quarto.

É aqui que entra a parte mais interessante do subgênero – o assassino. Na quase totalidade dos casos é alguém muito diferente do comum, que apresenta distúrbios psicológicos relativos a traumas da infância, de uma família hostil, ou ainda uma entidade sobrenatural surgida a partir de algum outro evento especial. São altamente resistentes, não morrem nem se abalam com tiros, facadas ou coquetéis molotov – diferente de suas vítimas, facilmente abatidas. Podem ser mascarados ou não, mas dificilmente terão a identidade revelada até os momentos finais do filme – o que garante o sucesso do estilo, o público preso à trama não consegue deixar de assistir até o final, mesmo que decepcione.

E aí vem o desfecho, com uma explicação científica dos fatos que levaram o assassino a fazer o que fez, um encadeamento de seus passos na execução de cada assassinato e, claro, a revelação de sua identidade. Nesse momento ele pode ser finalizado definitivamente ou deixar alguma brecha para uma seqüência – mais que comum no subgênero Slasher.

  • Expoentes

image Se você acompanhou o que escrevi até aqui certamente já deve ter associado com algum(ns) filme(s) que já viu. Podem ser destacados principalmente Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo – longas seqüências que garantiram ao gênero milhões de expectadores nos cinemas nos últimos anos e ajudaram a o consolidar. As outras três seqüências que atingiram um nível de sucesso absoluto foram Halloween, O Massacre da Serra Elétrica e Pânico. Podendo ainda se destacar Quadrilha de Sádicos e Brinquedo Assassino, além de alguns recentes de alta qualidade, como Os Estranhos.

A verdade é que esse já é um gênero consolidado e de status no hall do terror. É repetitivo? Sim. Tem finais previsíveis? Com certeza. São irritantes, com aqueles assassinos imortais? Absolutamente. Mas ver adolescentes fornicadores sendo estraçalhados ainda dá muito dinheiro, então o subgênero não morrerá tão cedo.

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Grandes seqüências do terror

semterror Eu já postei em outros carnavais a minha opinião sobre a utilização de seqüências nos filmes, resumidamente comentei que se a história foi planejada para ser contada em mais de uma parte, e o roteiro, atuação e investimento foi condicionado para isso com certeza sairá algo de bom! Mas o mundo é competitivo demais para isso, o dinheiro para uma seqüência só surge se você faturar com o primeiro filme, e isso só acontece se você jogar as suas boas cartas de cara na mesa.

Bem, o terror por acaso tem uma experiência incrível com isso! Alguns dos maiores números de seqüências para uma história se concentram nesse gênero, talvez apenas 007 seja o estranho no ninho. Confiram alguns exemplos que são sucesso absoluto e outros que talvez nem tanto assim, mas se mostraram persistentes (sic) e continuaram acreditando em seu potencial.

Ah, só para deixar claro que o "Grandes Seqüências…" não se refere a quantidade de filmes, essas listas vocês conhecem de cor e salteado. Isso se refere aos conjuntos de filmes de grande sucesso e qualidade no gênero terror. Tá, vai, e alguns que conseguiram emplacar várias películas.

  • Evil Dead – 3 Filmes

Sou suspeito para falar, fã confesso dessa majestosa trilogia de Sam Raimi não poderia deixar de colocá-la aqui. Os filmes contam a saga do azarado Ash (Bruce Campbell) que se viu rodeado por espíritos malignos quando leu o Livro dos Mortos em uma cabana abandonada. Convenhamos, não foi a idéia mais genial que ele e seus amigos tiveram. O segundo filme acabou se configurando como um reboot do primeiro, tendo em vista que por problemas judiciais a produtora não pôde usar sua história para criar uma seqüência cronológica. Já o terceiro começa onde o segundo acabou e ainda deixa uma pontinha (ou uma pontona) para a realização de um quarto longa. Especulado por Raimi, inclusive.

  • Hannibal Lecter – 4 Filmes

Nada como um terror refinado, com toque de classe, estilo, cérebros ao molho madeira… ops. Em seus quatro filmes (Silêncio dos Inocentes, Dragão Vermelho, Hannibal e Hannibal – A Origem do Mal) a psique humana é desafiada pelo gênio antropofágico interpretado magistralmente por Anthony Hopkins.

  • Alien – 4 Filmes

Os alienígenas sempre povoaram o pensamento do homem moderno, a possibilidade de que fossem hostis, bonzinhos, avançados, parecidos com os humanos, diferentes. Enfim, o filme de Ridley Scott criou uma das imagens mais assustadoras que temos dos verdinhos e permitiu seqüências de qualidade. Além de influenciar outras grandes obras, como Marte Ataca ou Independence Day.

  • Sexta-feira 13 – 12 Filmes

Contando o mais recente filme lançado esse ano são um total de 12 filmes, a fórmula se repete: o garoto estranho que era motivo de piada para todos amigos playboys morrer e volta na sexta-feira 13 para desmembrar esses adolescentes fúteis, bullyers (como se chamam aqueles que praticam bullying?) das mais diferentes formas possíveis. E com as mais diferentes armas, também.

  • A Hora do Pesadelo – 8 Filmes

Assassino sádico de várias crianças na Rua Elm, Freddy é queimado vivo e retorna nos sonhos de adolescentes, alimentado por seu medo, para que possa continuar a carnificina. A fórmula também é sempre a mesma, e o cara continua à toda! Em 2010 vai ter o seu nono longa.

  • Halloween – 9 Filmes

Assassino mascarado sai pelas ruas no dia 31 de Outubro e aterroriza adolescentes fornicadores e fúteis. Aterroriza é leve, trucida. É mais um da old school do terror norte-americano e não poderia ficar de fora.

  • Jogos Mortais – 5 Filmes

A mais recente seqüência de sucesso inovou no Halloween de 2004 mostrando um assassino jogador que gosta de dar a oportunidade de vida para suas vítimas, com a condição de que se despreguem das coisas materiais (na maioria do caso matéria de seu corpo) para que possam entender o valor da vida. Surpreendeu com baixo orçamento e lucros impressionantes nas primeiras edições e acabou desandando nos últimos, prepara mais um para esse fim de semana e ninguém sabe onde ele vai parar.

  • Zumbis de George Romero – 5 Filmes

O criador da mitologia de zumbis já pintou e bordou em seus mais de 40 anos de carreira, mostrou zumbis surgindo em cemitérios, zumbis aprendendo a raciocinar, zumbis expostos a testes em bases militares, zumbis no estilo Bruxa de Blair. Enfim, o cara pode e quer mais – está produzindo mais um … of the Dead para o ano que vem e ainda planeja escrever um livro, onde dizem conterá, finalmente, a resposta magistral dessas criaturas: De onde diabos eles vieram?

  • Hellraiser – 8 Filmes

Fui apresentado a esse num saldão de filmes originais, comprei os três primeiros por 10 reais e achei que acabava ali, qual foi minha surpresa ao saber que, pelo menos até agora, já são 8 longas! Enfim, esse clássico trash conta a história de entidades demoníacas que são invocadas ao mundo dos vivos através de um misterioso cubo. E como são muito boazinhas oferecem prazer para quem vêem, pena que o prazer para eles é a dor.

Enfim, sei que existem muitas e muitas e muitas outras seqüências de sucesso, talvez até algumas melhores do que essas. Mas creio que essas aqui dispostas representam bem o terror em seu âmago, e são mais que recomendada para quem quiser virar uma noite de halloween vendo bons filmes de terror com os amigos. Nos comentários podem deixar suas impressões sobre estas e sugerir outras que incluiriam na lista. 

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EpicScene #03 – Ash x Mini Ashes

semterror Para quem não conhece a obra de Sam Raimi pode parecer que seus filmes são de baixíssima qualidade, possuindo um terror repulsivo com cenas absolutamente desnecessárias (gosmas amarelas jorrando a galões das paredes). Porém, depois de entender o significado do que ele quer nos transmitir você passa a ter certeza que são filmes de altíssima qualidade, possuindo um terror repulsivo com cenas absolutamente desnecessárias.

Haha, sério, em Evil Dead, sua obra-prima, ele demonstra uma capacidade primorosa de aliar comédia pastelão, sitcons e um terror com figurinos espalhafatosos. Essa cena é absolutamente genial, mostra o confronto de Ash (Bruce Campbell) com pequenas cópias suas. Só conferindo mesmo! Ele tem 5 minutos e 6 segundos, talvez demore um pouco para carregar. Se quiser algo rápido para ver enquanto isso confira esse trecho de Evil Dead 3 – e repare bem na última frase pronunciada. Ela faria Fresno se transformar em uma banda de metal formada por lenhadores noruegueses.

Abrindo a Semana do Terror no Cidadão Kang, Ash x Mini Ashes, de Evil Dead 3 – Army of Darkness!

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segunda-feira, outubro 19, 2009

EpicScene #02 - "Cena do Céu"

Uma Mente Brilhante é um filme arrebatador, não à toa levou quatro estatuetas na premiação do Oscar 2002 - Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante. A película é recheada de cenas marcantes que, mesmo sendo uma cinebiografia, conseguem ser absolutamente surreais. A vida de John Nash em si o era, um gênio esquizofrênico que chegou a receber o Prêmio Nobel.

Essa cena em particular é bastante interessante, após conhecer Alicia na universidade ele tem seu primeiro date com ela, que viria a ser a Sra. Nash. Aproveitando sua habilidade matemática e em raciocínio lógico para conquistar Alicia, Nash pede que ela escolha algum forma e quase instantaneamente acha no céu uma seqüência de estrelas que a representa.

Enfim, confiram a cena. Deu um trabalhão para cortar, legendar e upar, aproveitem!

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segunda-feira, outubro 12, 2009

EpicScene #01 – Ace Ventura "nasce" de um rinoceronte

Todo filme tem aquela cena que fica marcada, alguns nem a têm, as vezes por não ter uma que valha. E é comum que você lembre dessa cena despretensiosamente, enquanto estava distraído. Isso me ocorreu esses dias com uma cena do filme Ace Ventura 2, de Jim Carrey. Foi da época em que ele estava no seu auge, sua comédia de caras e bocas era sucesso absoluto e ele se contorcia para nos divertir. Posso até me contradizer revendo algum filme dele, mas afirmo hoje que essa é a que mais me fez rir. E sempre rio quando a revejo! Confiram, vídeo com 3:29 minutos.

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quinta-feira, setembro 17, 2009

ScienceView #01 – Probabilidade e as três portas

Mais uma sessão que inauguro, prometo dar seqüência às outras. Essa vai servir para explicar detalhes científicos que as vezes nós deixamos passar despercebidos em algumas películas, ou então que a gente matuta, matuta e acaba entendendo bulhufas do que ele quis dizer. E não são raros os casos. A bola da vez vem de Quebrando a Banca (21, 2008). Em uma seqüência, ainda no primeiro ato do filme, o protagonista (Ben Campbell) se encontra na sala de aula e é questionado pelo professor (Micky Rosa) sobre um problema matemático, que ele resolve com maestria. Veja o vídeo abaixo:

(veja entre 3:55 e 5:50. Juro que tentei recortar o vídeo e legendar, talvez eu consiga um dia)

Resumidamente o professor propõe um problema – você está em um show de auditório, onde estão dispostas três portas. Atrás de uma está o prêmio e atrás das outras duas não há nada. Você escolhe alguma aleatoriamente. Então o apresentador abre uma das duas portas restantes, mostrando que não há nada atrás dela e o questiona: Prefere permanecer com sua escolha ou mudar?

Probabilisticamente é preferível mudar. Por quê?

É simples. Inicialmente sua chance de acertar é de 33,33%, já que são três portas idênticas. Porém, a partir do momento que você escolhe uma e o apresentador abre outra vazia só existem três possibilidades de disposição das portas.

  • No primeiro caso você escolheu a primeira porta vazia, e o apresentador, abrindo a segunda porta vazia, deixou a premiada como opção caso você troque.
  • No segundo caso você escolheu a porta premiada, e o apresentador, abrindo qualquer das portas vazias, deixa a outra vazia caso você troque.
  • E no terceiro caso você escolhe a segunda porta vazia, e o apresentador, abrindo a primeira porta vazia, deixa novamente a premiada como opção caso você troque.

Percebam que, caso você opte por trocar a porta que escolheu, terá duas chances em três casos de escolher a porta premiada. Ou seja, a probabilidade que inicialmente era de 33,33% passa a ser de 66,66% e, como o protagonista diz no vídeo, você agradece o apresentador pelos 33,33% extras que ganhou.

PS.: No vídeo ele usa como exemplo de prêmio um carro novo e coloca cabras nas outras duas portas, denominei apenas "prêmio" e "vazias" para facilitar o raciocínio.

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quinta-feira, setembro 10, 2009

Cinema como novo espaço socializador

A maioria de nós já se encontrou na incômoda situação de ficar numa sala de cinema com adolescentes que ficam contando piadinhas, conversando alto, tirando fotos e derivados. O anonimato provido pelo escuro desinibe-os, assim como a internet? Talvez. São apenas adolescentes querendo aparecer para seu pequeno nicho social, adquirindo respeito através de humor? Provavelmente. Mas uma coisa não se pode negar: O cinema está passando a ser um novo espaço de socialização, onde todos vão para conversar, namorar, rever amigos. Se der, vêem o filme.

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Indiscutivelmente o humano é um ser sociável, bastante até. Na Grécia Antiga, principalmente em Athenas, o trabalho braçal era desqualificado – a população queria ter tempo suficiente para ir à Ágora (praça) para discutir política, filosofar e pensar. Era o ócio produtivo, e foi o que deu base à nossa democracia. Em cidades do interior, que mantém seus costumes, é comum ver as pessoas na calçada de suas casas conversando sobre tudo, em cadeiras de balanço. Mas com ruas violentas e praças públicas tomadas por sem-tetos e drogados onde a população das grandes cidades se reúne?

O cinema surgiu no final do século XIX, com os irmãos Lumière. Por um bom tempo foi um instrumento científico, do qual pouquíssimos tinham acesso. Com o tempo passou a se popularizar e ocupou as grandes cidades, isso antes da televisão surgir, as pessoas ainda iam às salas para ver as notícias do dia, os gols daquela partida que ouviram no rádio e pequenos filmes. Os cinemas se localizavam no centro das cidades, eram frequentados por políticos, celebridades, burgueses. Todos bem vestidos e compenetrados nas películas.

Um paralelo interessante pode ser feito com os estádios de futebol, que recebiam público semelhante – é só ver imagens da final da Copa de 1950 no Brasil, mesmo espremidos no Maracanã todos desfilavam bom figurino, hoje então… Hoje, então, os cinemas de rua sucumbiram diante da violência urbana e faliram, ninguém mais pagava apenas para ir ver um filme, o cinema brasileiro como um todo não vivia uma grande fase. A solução foi colocar o cinema como parte da experiência de "shoppear". Você vai, vê roupas em lojas, vitrines, lancha na praça de alimentação e depois assiste a um filme. Com sua turma, socializando.

Esse é o novo espaço para socialização. Na última terça estava numa sala e uma senhora se exaltou, exclamando para um grupo de jovens: 'Lugar de palhaço é no circo'. Ela estava certa, eles estavam incomodando, contando piadas, rindo alto. Mas, infelizmente, é como a sociedade se configura hoje, o cinema é um local que as pessoas vão para se encontrar e conversar. Coisa parecida ocorre com outras mídias, com a internet uma hora ou outra os DVD's e Bluray's da vida vão morrer – a tendência é tudo ficar online, e grátis. E a indústria lucrar com mercados adjacentes: propaganda, marketing, produtos relacionados, não sei. Mas isso já é assunto para outra postagem.

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Sexta Feira 13


Na verdade hoje é sexta-feira 4, mas quem se importa?
O último post sobre filmes também foi sobre filme de terror, mas quem se importa?

Ontem a noite eu assisti o novo filme da série Sexta-Feira 13!
E eu poderia escrever aqui "Cuidado com spoilers", mas.. baaahh.. é um filme de terror! É Sexta Feira 13! XD



O filme é, quem diria, um reboot da série! Uau! Super original, não é mesmo? Quem poderia criar algo tão inovador como recontar o começo de alguma coisa.

Enfim, logo depois de assistir o filme, percebemos que originalidade realmente não é o forte de quem faz este tipo de história. O engraçado é que se você assistir as entrevistas com os atores, diretores, produtores e etc... eles não cansam de dizer o quanto o filme é original! Novo!

Pelo menos não tiveram a pachorra de dizer "imprevisível". É.. nem eles teriam coragem de dizer que um filme de Sexta-Feira 13 é imprevisível.

O fato é o seguinte: todo filme da série (são 11 filmes até agora, mais aquele contra o Freddy Krueger) assim como quase todo filme de terror, tem a seguinte premissa: Um grupo de adolescentes decide fazer algo idiota e após encherem a cara, ficarem chapados e transarem, são mortos de formas bizarras por um assassino misterioso.
Ok.
Agora vamos para a premissa do inovador lançamento de Sexta-Feira 13: Um grupo de adolescentes decide fazer algo idiota e após encherem a cara, ficarem chapados e transarem, são mortos de formas bizarras por um assassino misterioso.

E é isso ae galera! É assim que se faz um reboot!
Você pega tudo o que já fizeram........ e copia.

Mas ta booom, ta booom... o filme tem algo novo.
UAU!
Sim.. Jason. Ele está um pouquinho diferente. E aí você me pergunta "É? Por quê? Ele não está deformado??" Sim, ele está deformado. "Ele não usa o saco na cabeça ou a famosa máscara de hokey?" Sim, ele usa tanto o saco quanto a máscara de hokey. "Então, por acaso ele fala?" Não, o Jason não solta nem um hnf durante o filme todo. "Hm... então ele usa uma arma diferente... uma que não seja seu facão?" Ele usa o facão. "Diabos.. então, ja sei! Ele deixa de matar alguém!!" Quase isso.. "Ele tem sentimentos?" Ahm........ ta.. melhor parar por aqui.. A novidade no Jason é que ele corre.
Sim.
Ele corre.

Na maioria dos filmes de terror, o vilão não corre. Ele está lá paradão de forma assustadora.. e aí a mocinha corre corre corre corre corre corre e vira a esquina e... BLAM!! O assassino está do lado dela!
"E isso não acontece neste filme, né?" Acontece. E muito. Mas, pela primeira vez eles dão explicações. Bastante plausíveis até. A primeira é que o Jason agora corre. Se aquele brutamontes era aterrorizante andando que nem uma lesma, correndo é de mijar nas calças. A segunda é que inventaram de botar túneis subterrâneos em Crystal Lake. Túneis que parecem ser como labirintos, mas que servem como passagens secretas. A terceira é que eles mostram uma natureza de caçador no maluco do facão. O que faz muito sentido. Alguém que viveu por cerca de 20 anos sozinho no mato, seria um exímio caçador. Ele sabe espreitar, sabe se mover sem fazer barulho e sabe lançar iscas e armadilhas. É! Jason está inteligente!!! O que é brutalmente inovador! Ele pensa! Não muito.. mas pensa... um pouquinho só....... mas pensa.

Melhor que nada.

Fora essa "grande" novidade, o filme é mais do mesmo. E diverte. Eu contei 5 garotas no filme. 3 delas mostram peitinho, sendo duas em cenas tórridas de sexo. Devo dizer que são belos pares de seios. Aparecem mais mocinhas peladas, mas em fotos de revistas pornôs. (?)

Uma coisa engraçada de filmes de terror é que os grupos de adolescentes são sempre formados de pelo menos um loiro, um moreno, uma loira, uma morena e ... um negro. Sempre tem um negro. Até nos Power Rangers era assim. Até no Big Brother é assim. Só que os tempos mudaram, meus amigos... Sim.. Nesse novo filme de Sexta-Feira 13, eles decidiram inovar!! E além de um loiro, um moreno, duas loiras, uma morena e um negro...... tinha um japa!! HÁ!!! Que na verdade é um descendente de chinês, afinal, desde o incidente em Pearl Harbor não existe Japão nos Estados Unidos.

Enfim...
Um bom filme.
Mais do mesmo.
Se você viu um, viu todos.
Vale pelos peitinhos.
Vale pelo Jason.

FUDEU! CORRE, NEGRADA!!

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quinta-feira, agosto 20, 2009

O terror nada discreto de Sam Raimi

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Estreou nos últimos dias Arrasta-me Para o Inferno (Drag me to Hell, 2009). Um blockbuster com caráter de Terror B, o que não surpreende, haja visto o nome que assina a película: Sam Raimi. Para quem o associa a uma das mais bem sucedidas seqüências de super-herói, Homem Aranha, saiba que ele começou muito antes disso.


Sam Raimi pintou no cenário mundial com A Morte do Demônio (Evil Dead, 1981) quando tinha apenas 21 anos. O seu estilo ganhou notoriedade com o tempo por, mesmo com uma produção de baixo orçamento, apresentar singularidade, carisma e, principalmente, nenhum pudor em apresentar coisas absolutamente repugnantes.

Com o sucesso do primeiro filme vieram seqüências, em 1987 e 1993. E elas mantiveram esse modo de dirigir de Raimi que alia o humor ao horror – mesmo com acréscimos em orçamento ele continuou a utilizar efeitos grotescos em cenas repulsivas, o que gerava essa aliança inesperada de sensações. Muitas cenas, inclusive em Arrasta-me para o Inferno, são seqüências de embrulhar o estômago, com abuso de elementos pútrefos, gosmentos, repulsivos – mas empregados em situações tão constrangedoras e inesperadas que acabam gerando esse humor. O humor pelo esdrúxulo.

Por isso o título da postagem. Raimi consegue fazer um terror direto, sem rodeios, não é de ficar mostrando sombras, de ficar elevando a trilha sonora enquanto o personagem se aproxima de um armário de onde sai um gatinho. Quer dizer, ele até faz isso uma vez ou outra, não dá para ter um cinema de terror comercial sem isso; mas ele consegue dar um clima muito mais survival aos seus filmes do quê suspense. Nada contra o excelente cinema de terror asiático, do qual inclusive já comentei aqui no blog, mas ver o bom e velho Raimi jogar velhas loucas em cima da protagonista é sempre gratificante.

Aliás, esse é mais um ponto interessante. A maquiagem desses filmes é sempre excepcional também, desde o crássico A Morte do Demônio onde as personagens abusavam do pó-de-arroz até o recente Arrasta-me Para o Inferno, onde a caracterização da antagonista, que inclusive esteve presente em várias imagens de divulgação do filme, uma velha bruxa cigana cega de um olho e com grampos cravejados no rosto. Nesse ponto também podemos destacar as possessões, que sempre são bem expressivas, com os contornos do rosto bastante destacados e um pouco de umbandismo, não sei, os possessos sempre adquirem um humor ácido o suficiente para o Stewie ter pena de judeus.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas cabe um alerta aqui: Arrasta-me Para o Inferno, bem como os demais filmes de terror de Sam Raimi, são mais bem aproveitados se você for um fã do gênero. Quem não é, e eu presenciei protestos na sala de exibição, pode considerar todo aquele exagero como apelação do diretor para tentar arrancar sustos da platéia desesperadamente. Ou todas aquelas cenas nojentas como um modo de dizer que você tem estômago fraco, um desafio: Tente não pôr as mãos no rosto!

Não é o caso. Isso não passa de Terror B, ou Trash. Um estilo que se desenvolveu em produções de baixo orçamento e levou suas características aos blockbusters: “Defeitos Especiais”, personagens passando por situações constrangedoras, ou até improváveis, humor seco e ácido. É um terror em excesso. Onde pessoas comuns se vêem diante de figuras absolutamente grotescas, amorfas, inusitadas.

É como ver Tom e Jerry, mas sempre que Jerry acertasse um tiro em Tom voariam vísceras, vermes e muito ketchup em sua cara. Ah, claro, Tom deveria estar possuído por um demônio felino do Egito Antigo, que gosta de andar pelas paredes e pelo teto.

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quinta-feira, julho 16, 2009

CinePersona #01 - Brad Pitt

Um dos atores hollywoodianos de maior sucesso hoje em dia, Brad Pitt não é apenas consagrado na mídia e entre os espectadores por ser boa pinta (bonito, só eu) e ser, junto com Angelina Jolie, o casal mais famoso do mundo. Não. Uma carreira consistente com atuações fantásticas marcaram sua trajetória rumo ao estrelato, apesar de não ter ganho grandes prêmios (o Oscar, especificamente) o seu nome pode ser facilmente ligado a atuações respeitáveis.

Além disso é um dos meus atores prediletos, e foi o que escolhi para inaugurar essa sessão entre as postagens de filmes. Siga numa análise da interpretação e filmografia deste grande ator.

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Eu venho pensando já há algum tempo em como escrever esse post, já estava decidido a fazê-lo, mas não sabia como ele deveria ser, inclusive não postei na última semana por isso. Acho repetitivo demais apenas colocar a filmografia dele e comentar, já que qualquer site faz isso e eu obviamente não vi todos filmes que ele fez. Então proponho algo diferente, vou tentar repassar para vocês porque considero ele um grande ator, as peculiaridades de suas atuações e no fim ainda comento como se saiu nos filmes em que melhor esteve.

  • Estilo de atuação: excêntrico e soberbo

A performace de Brad Pitt é bastante singular e tem características que as tornam marcantes nos filmes em que participou, especiais. Ele consegue canalizar o espírito do personagem e o faz fluir com uma naturalidade impressionante, é uma das coisas que mais me admira nele. E seus personagens, geralmente se enquadram em dois padrões – no primeiro ele interpreta personagens excêntricos e no segundo soberbos.

Os personagens excêntricos de Brad Pitt foram os mais elogiados em sua carreira e aqueles em que ele conseguiu suas principais premiações, caso principal de Doze Macacos onde mesmo sendo um coadjuvante na trama ele acabou roubando a cena e sendo o mais elogiado. Esses excêntricos que Pitt interpreta são marcados por possuírem tiques nervosos, movimentos bruscos, serem irrequietos, com gestos únicos; talvez seja parte da personalidade do mesmo ter esse estilo meio, hmm… brusco. Você pode perceber atuações desse estilo em Doze Macacos em que ele interpreta um deficiente mental, em Snatch – Porcos e Diamantes em que ele interpreta um cigano boxeador com trejeitos impagáveis e até mesmo em A Mexicana, onde ele interpreta um cidadão comum que se vê num jogo de intrigas e tiroteio no México e, embora não atue com uma pessoa incomum, é impagável ver seu personagem metropolitano tentando se virar naquela cultura particular, totalmente sem jeito.

O outro estilo são os personagens soberbos, os caras nobres, frios e cheios de si que ele também faz muito bem. Ele também consegue ser bastante natural nesse papel, é como se nas películas ele fosse um astro hollywoodiano frente os meros mortais, e meio que até foi, no caso de Tróia em que ele foi Aquiles, herói grego que estava boçando para ir à Guerra de Tróia, pois sabia que sua pátria dependia dele. Também foi o caso de sua atuação em Clube da Luta, onde ele interpretava um líder, alguém acima dos demais, e mesmo assim um pouco "porra louca" – Tyler Durden. Mas a notória atuação nesse estilo foi Sr. e Sra. Smith, onde ele parecia estar vivendo seu dia-a-dia, e não atuando em um filme, tamanha a naturalidade – no filme ele interpreta um assassino profissional que se casa e vive uma vida dupla, também tem seus momentos 'excêntricos', sua primeira característica, como na cena onde ele vai para o deserto em um jipe, com camisa florida, bermuda e tênis… E um lança-mísseis. Também pode ser citado aqui seu personagem com ar de superioridade em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (esse bem representativo) e Onze Homens e Um Segredo.

  • Principais atuações – Top 05

bradpitt

#05 – Benjamin Button (O Curioso Caso de Benjamin Button, 2008) - Cena

Esse ocupa a quinta posição por sua representatividade, foi um filme que ganhou bastante prestígio no circuito mundial por ter Brad Pitt interpretando o protagonista em todos os momentos de sua vida, desde a infância (em que era velho) até a velhice (em que era jovem). Sua atuação teve um estilo levemente soberbo, principalmente do meio para o final, em que ele tinha uma mentalidade adulta. 'Levemente' porque ele era mais 'na dele' do que superior. Foi uma bela atuação, diga-se de passagem. Ele ganhou o último Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar, que perdeu para Sean Penn.


12 Macacos

#04 - Jeffrey Goines (Doze Macacos, 1995) - Cena

Esse foi um dos personagens mais excêntricos já interpretados por Pitt, Jeffrey não é apenas um louco, é um louco com costas quentes por ser filho de um grande político. Na parte inicial do filme ele é apenas um louco babão com ideias malucas e que dá trabalho para os enfermeiros, nesse primeiro momento do filme a atuação dele é absolutamente brilhante, ele consegue transmitir muito bem os devaneios do personagem, Na segunda parte do filme, frente o vai-e-vem temporal do protagonista, ele reaparece e acaba passando meio apagado, apesar de importante para o desfecho eu considerei que Pitt não transmitiu perfeitamente esse desenvolvimento do personagem.


snatch_front#03 - Mickey O'Neil (Snatch – Porcos e Diamantes, 2000) - Cena

Esse papel foi um dos mais excêntricos, junto com o anterior, nele Brad Pitt interpreta um cigano boxeador – e como não poderia deixar de ser ele mora em um acampamento com outros ciganos, veste roupas estranhas, é todo tatuado, tem trejeitos impagáveis e fala em um inglês que o protagonista definiu como algo entre o inglês da Inglaterra e o Irlandês, só que incompreensível (pronunciava dog como dag). A diferença que fez ele ser superior a Jeffrey é que o personagem passa por uma transformação dramática e Brad Pitt faz seu personagem crescer muito bem nesse momento, roubando a cena nos momentos finais do filme, que contou com atuações fantásticas e um roteiro sublime de Guy Ritchie.


mr-and-mrs-smit#02 – John Smith (Sr. e Sra. Smith, 2005) - Cena

Sinceramente esse filme não se compara aos que ficaram atrás dele nesse ranking, mas eu fui bem honesto no título, é um top 05 das atuações dele, e, para mim, essa foi magistral. Ele estava completamente natural no filme, parecia retratar as brigas reais do casal, que realmente virou casal, Smith. E em cenas como a que ele conversa com o vizinho chato dele, a sequência de ação após o jantar e o desfecho que ela teve, em todos momentos a dupla estava muito bem sincronizada e ciente do que fazia, para mim, principalmente Pitt. As leves ironias que ele soltava para a esposa, as cenas no consultório, tudo, para mim foi uma atuação completa dele, mas como o filme não foi tão supremo, fica em segundo.


tyler#01 – Tyler Durden (Clube da Luta, 1999) - Cena

Não poderia ser diferente, nesse filme Brad Pitt não teve apenas uma atuação fantástica, ele incorporou um dos maiores personagens da história do cinema, e não tenho medo de afirmar isso. Evidente que o roteiro foi excepcional, mas outro se não Pitt fazendo esse papel – o grande líder do Clube da Luta exigiu a soberba, em forma de confiança absoluta de si e daquilo que faz, e a excentricidade, na forma de autodepreciação e desconstrução do mundo real, de Pitt em seu ápice. Foi uma atuação irretocável, uma das grandes injustiças da história do Oscar não tê-lo premiado por ela assim como o filme pelo que representou, um dos desfechos mais fantásticos que já vi. Não tenho como descrever.


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Bônus – Crocodile (One Piece) - Cena

Essa seção 'bônus' será utilizada para que eu indique um personagem que o artista em questão poderia interpretar com maestria, personagens esses existentes em livros, mangás, HQs, games, ou pessoas reais, caso sua vida fosse interpretada. Crocodile, do mangá One Piece, é um pirata que serve ao Governo em troca de favores, ele possui a habilidade de manipular a areia; mas o que o aproxima de Brad Pitt é o seu ar superior, além do fato de fotos recentes mostrarem que Pitt até já se assemelha fisicamente a Crocodile. O personagem mesmo quando em desvantagem não deixa seu ar superior ser prejudicado, se veste bem, tem excentricidades e é um verdadeiro nobre. Pitt o faria com uma maestria que até me assusta.

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TUTORIAL - Os Códigos que vêm em filmes

É natural você buscar um filme para download, digo, natural devido às circunstâncias atuais de democratização forçada da internet, mas não deixa de ser ilegal. Enfim, é natural buscar um filme para download e acabar se deparando com uma série de siglas que classificam a qualidade da imagem e você acaba não compreendendo. Eu, por exemplo, acabo sempre baixando apenas pelo peso dele (geralmente entre 700MB e 1GB, se for um filme que considero muito, 4GB), que geralmente vêm em formato AVI.

Para cercear essas e outras dúvidas contamos com a colaboração do Mormak! Membro do AnimaRegia, parceira (informal) deste blog. Sem mais delongas, pois o tutorial é grande, vamos lá. (introdução por Paco D. Lee)

Diferenças entre Releases que a gente vê nos filmes que rolam na internet

  • CAM - É um “RIP” feito no cinema, normalmente com uma câmera digital. Às vezes é usado um tripé, mas na maioria das vezes isso não é possível, deixando a filmagem tremida. Devido aos lugares disponíveis no cinema também não serem sempre no centro, pode ser filmado com ângulos diferentes. Se cortado (cropped) adequadamente, é difícil diferenciar, a não ser que tenha legendas na tela, mas muitas vezes os CAM são deixados com bordas pretas na parte de cima e de baixo da tela. O som é gravado com o microfone embutido da câmera e, especialmente em comédias, risadas são ouvidas durante o filme. Devido a esses fatores, a qualidade de som e imagem costumam ser muito ruins, mas às vezes, com sorte, o cinema está quase vazio e apenas baixos ruídos serão ouvidos.
  • TELESYNC (TS) - Tem as mesmas características de um CAM, só que usa uma fonte externa de áudio (normalmente um fone de ouvido na poltrona para pessoas que não ouvem bem). Uma fonte de áudio direto não garante uma boa qualidade de áudio, pois muitos barulhos podem interferir. Muitas vezes um TELESYNC é filmado em um cinema vazio ou da cabine de projeção com uma câmera profissional, gerando uma melhor qualidade de imagem. A qualidade varia muito, por isso veja um SAMPLE (amostra) antes de baixar o filme por completo. A maior parte dos TELESYNC são CAM's que foram rotuladas de forma errada.
  • TELECINE (TC) - Uma máquina de TELECINE copia o filme digitalmente dos rolos. O som e a imagem costumam ser muito bons, mas devido ao equipamento e custos envolvidos, os TELECINE são muito raros. Geralmente o filme estará com o ASPECT RATIO (proporção) correto, apesar de existirem TELECINE de 4:3 (tela cheia). TC não deve ser confundido com TimeCode, que é um contador visível e fixo durante todo o filme.
  • SCREENER (SCR) - Uma fita VHS prévia, enviada para locadoras e vários outros lugares, para uso promocional. Um SCREENER é fornecido de uma fita VHS e normalmente em 4:3 (tela cheia), apesar de alguns SCREENER com faixas pretas já terem sido lançados. A maior desvantagem é um “ticker” (uma mensagem que aparece na parte de baixo da tela com os direitos autorais e um telefone antipirataria). Além de que, se a fita tiver algum número de série, ou qualquer outra marca que possa denunciar a origem da fita, esses terão de ser escondidos, normalmente com uma faixa preta em cima. Isso costuma durar apenas uns segundos, mas infelizmente, em algumas cópias, dura o filme inteiro e alguns podem ser bem grandes.
  • R5 - Se refere a um formato específico de DVD região 5. Em um esforço para competir com a pirataria, a indústria decidiu criar esse novo formato que é produzido mais rápido e mais barato do que os tradicionais DVDs. O que os difere dos DVDs tradicionais é que os R5 são transferidos diretamente de um TELECINE sem qualquer tipo de processamento de imagem, e sem nenhum adicional. Às vezes os DVDs R5 são lançados sem áudio em inglês, exigindo que os grupos de pirataria usem o áudio de outra fonte. Nesse caso o release possui a descrição “LINE” para distinguir daqueles que possuem o áudio do original. A qualidade da imagem de um R5 geralmente pode ser comparada com um DVD SCREENER. No final de 2006 alguns grupos como o DREAMLIGHT, mSs e PUKKA passaram a nomear seus Releases de “.R5″ e sugeriram a outros grupos que fizessem o mesmo.
  • DVD-SCREENER (DVDscr) - Mesmas condições do SCREENER, mas com uma fonte de DVD. Normalmente com letterbox (faixas pretas), mas sem os extras que o DVD final (de venda e/ou aluguel) possa ter. O ticker não costuma ficar nas faixas pretas, e pode atrapalhar a visão. Se o “ripador” tiver o mínimo de conhecimento, um DVDscr deve sair muito bom. Normalmente passado pra SVCD ou DivX/XviD.
  • Digital Distribution Copy (DDC) - Basicamente, o DDC tem uma qualidade parecida à do DVDRip ou do R5, mas como é em suporte digital, tem bem menos qualidade. Em outras palavras, esta versão foi tirada de algum site restrito, e foi colocada na Net, muito antes do DVD sair!
  • DVD-Rip - Uma cópia do lançamento final do DVD. Se possível, é lançado na internet antes mesmo do DVD de venda e/ou aluguel ser lançado. A qualidade deve ser excelente. DVDrips são lançados em SVCD e DivX/XviD.
  • VHS-Rip - Feitos de VHS de venda e/ou aluguel, sendo a sua maioria os lançamentos de filmes de esportes e de XXX.
  • TV-Rip - Episódios de TV que são de redes (capturados usando cabos digitais/satélite) ou de “PRE-AIR”, que usam as fontes de satélites que mandam o programa pelas redes com alguns dias de antecedências.
  • PDTV/HDTV - São capturados de uma TV com cartão PCI DIGITAL, normalmente gerando os melhores resultados. Muitas vezes vemos o RIP rotulado como HDTV também, mas as diferenças entre esses dois termos são apenas técnicas. Os grupos costumam lançar em SVCD, apesar de RIP's em VCD/SVCD/DivX/XviD serem aceitos nos RIP's de TV.
  • WORKPRINT (WP) - É uma cópia do filme que ainda não foi finalizado. Pode conter cenas faltando, música, e a qualidade pode variar de excelente a muito ruim. Alguns WP's são diferentes da versão final (Homens de Preto está faltando todos os aliens e tem figurantes em seus lugares) e alguns tem cenas extras (Jay and Silent Bob). WPs podem ser boas aquisições para a coleção uma vez que já tenha em mãos a versão final.
  • DivX Reenc - É um filme que foi retirado do VCD e reencodado num pequeno arquivo DivX. Normalmente são encontrados nos compartilhadores, e são renomeados como Filme.Nome.Grupo(1of2). Grupos famosos são SMR e TMD. Esse formato não vale o download, a menos que você esteja incerto sobre um filme e quer apenas uma versão de 300MB.
  • Watermarks - Muitos filmes vêm de Asian Silvers/PDVD (veja abaixo) e esses são marcados pelo pessoal responsável. Usualmente com uma inicial ou um pequeno logo, geralmente num dos cantos. Os mais famosos são as marcas d’água "Z", "A" e "Globe".
  • Asian Silvers / PDVD - São produzidos por contrabandistas e são comprados por alguns grupos que vendem como se fossem deles. Silvers são baratos e facilmente encontrados em muitos países, e é fácil sair um release, e é o motivo de ter tantos por aí no momento, principalmente de grupos pequenos que não duram mais que alguns lançamentos. PDVD's são as mesmas coisas, mas postos num DVD. Eles têm legendas à parte, e a qualidade usualmente é melhor que os silvers. São ripados como um DVD normal, mas são lançados como VCD normalmente.
  • SVCD - É baseado em MPEG-2 (como no DVD), que permite maiores taxas de variáveis até 2500kbits em uma definição de 480×480 (NTSC), que descomprimida em uma relação de aspecto de 4:3. Devido ao bit-rate variável, o comprimento que você pode ocupar em um único CDR não é fixo, geralmente entre 35-60 min.
  • VCD - É um formato baseado em MPEG-1, com um bit-rate constante de 1150kbit em uma definição de 352×240 (NTSC). VCD’s são usados geralmente para obter de uma qualidade mais baixa com o objetivo de tamanhos menores. VCD’s e SVCD’s são cronometrados nos minutos e não em MB, assim que ao olhar um, parecer maior do que a capacidade de disco e na realidade pode cabe 74min em um CDR74.
  • XVCD / XSVCD - Estes são basicamente VCD/SVCD melhorados. Ambos capazes de definições e de melhores taxas, muito mais elevadas. Muito difícil de encontrar.
  • KVCD - É uma modificação ao padrão MPEG-1 e MPEG-2. Habilita criar CDs de 120 minutos com qualidade perto do DVD em CDs de 80 minutos. Porém já existe especificações que geram vídeos de 528×480 (NTSC) e 528×576 (PAL) e MPEG-1 com bitrate variável entre 64Kbps e 3000Kbps. Usando uma resolução 352×240 (NTSC) ou 352×288 (PAL), é possível “encodar” vídeos com até 360 minutos com qualidade perto de um VCD num CD de 80 min.
  • KDVD - Formato de arquivo 100% compatível com MPEG-2, capaz de rodar em qualquer DVD Player Standard. Esta tecnologia habilita 6 horas de filme em Full D-1 720×480 num DVD, ou algo em torno de 10 horas em Half D-1 352×480 no mesmo DVD.
  • AVI - Áudio Vídeo Interleave. Formato de vídeo mais usado em PCs com o Windows. Ele define como o vídeo e o áudio estão juntos um ao outro, sem especificar um codec.
  • MPEG - É a abreviação de Motion Picture Expert Group e é a fonte de pesquisa para formatos de vídeo em geral. Este grupo define padrões em vídeo digital, estão entre eles o padrão MPEG1 (usado nos VCDs), o padrão MPEG2 (usado em DVDs e SVCDS), o padrão MPEG4 e vários padrões de áudio - entre eles MP3 e AAC. Arquivos contendo vídeo MPEG-1 ou MPEG-2 podem usar tanto “.mpg” quanto .mpeg na extensão.
  • OGM - Pode ser usado à uma alternativa ao .avi e pode conter Ogg Vorbis, MP3 e AC3 áudio, todos os formatos de vídeo, informação por capítulos e legendas.
  • DivX / XviD - Dois codecs de última geração sendo o DivX mais antigo. Estão baseados no formato de compressão MPEG-4, compressão de vídeo de alta qualidade. Alguns chamam o MPEG-4 de “MP3 do vídeo”. Com os arquivos em DivX você poderá assistir os filmes com qualidade de DVD som de CD, no seu PC. XVid já possui uma tecnologia melhor que o DivX, portanto necessita de PCs mais potentes para rodar. XViD é melhor que o DivX.
  • NTSC / PAL - São os dois padrões principais usados através do mundo. NTSC tem um frame mais elevado do que o PAL (29fps comparado a 25fps), mas o PAL tem um definião de melhor qualidade. Os dois tipo de padrões podem ter variações, sendo que no Brasil usa-se o padrão PAL-M e nos EUA o NTSC, para TVs, vídeos-cassete, DVDs.

Expressões encontradas nos Releases

  • PROPER - Devido aos critérios, quem lançar o primeiro Telesync ganhou a corrida (por exemplo!). Mas se a qualidade desse release for ruim, devido alguns problemas na imagem ou som, e outro grupo têm outro telesync (ou a mesma fonte, mas em melhor qualidade) então a expressão PROPER é adicionada para evitar equívocos. PROPER é a expressão mais subjetiva encontrada, e as pessoas geralmente perguntam se o PROPER é melhor que a versão original. Muitos grupos lançam o PROPER em atos de desespero, para não perder a corrida. Um motivo para o PROPER deve ser sempre incluso no .NFO.
  • UNRATED - Versão sem cortes (Normalmente os vídeos são editados para conseguir um classificação etária mais ampla nos cinemas, já em DVD são lançados completos).
  • LIMITED - Um filme LIMITED significa que ele tem um número de exposições em cinemas limitados, normalmente estreando em menos de 250 cinemas. Geralmente filmes pequenos (como filmes de arte) são lançados nesse estilo.
  • INTERNAL - Um release interno é feito por vários motivos. Grupos clássicos de DVD fazem muito isso, visto que eles não serão trapaceados. Também RIPs de má qualidade são feitos nesse estilo, para não baixar a reputação do grupo, ou devido ao grande número já existente do filme. Um lançamento interno é disponibilizado normalmente em sites afiliados ao grupo, mas eles não podem ser trocados com outros sites sem a devida permissão. Alguns INTERNALs ainda correm pelo IRC/Newsgroup, dependendo da popularidade. Há alguns anos, o grupo Centropy começou a lançar releases internos, mas num sentido diferente do INTERNAL, isto é, lançava somente para membros do grupo e não o disponibilizavam.
  • STV - Straight To Video. Filmes ripados de DVD que nunca foram para o cinema, caíram direto para as locadoras e TVs.
  • REPACK/RERIP - Se um grupo lança um RIP ruim, eles irão relançá-lo, o qual virá com os problemas corrigidos.
  • NUKED - Um RIP pode ser “NUKADA”, banida por diversas razões. Se o grupo lançar como TeleSyncs, por exemplo, e não tem nada de “TeleSyncs”, ou o filme tem uma diferença na qualidade do áudio, outro exemplo, a partir de X minutos de filme. Então o nuke global ocorrerá e o grupo perderá seus créditos. Verifique sempre antes os releases para não pegar algo que foi banido, por má qualidade por exemplo. Se um grupo perceber que há algo errado com uma versão, eles podem requisitar um nuke.

Razões para o NUKE:

- BAD A/R - Relação de aspecto, distorção do filme. Personagens aparecem muito largos ou finos.

- BAD IVTC - Processo de inversão telecine, conversão de framerates está incorreto.

- BAD FPS - Não segue o padrão de quadros por segundo vigente.

- INTERLACED - Linhas pretas no movimento como a ordem do campo estão incorretas.

- DUPE: Duplicada, já foi feito lançamento deste filme anteriormente. Dupe é bem simples, se algo já existe, então não há razão para ele ser lançado de novo sem uma razão séria.

Novos termos que apareceram nessa nova revolução televisiva

  • Blu-Ray Rip (BRRip) - Uma cópia do lançamento final do Blu-Ray. A qualidade é bem maior que um DVDRip. BRRips são lançados em MKV (Matroska).
  • HDDVDRip - Uma cópia do lançamento final do HDDVD. A qualidade é bem maior que um DVDRip. HDDVDrips são lançados em MKV (Matroska).
  • HR HDTV - Rip HDTV em alta resolução. Normalmente tem resoluções: 960 x 528 ou 960 x 544. Um rip HR HDTV de 40~55 minutos tem em média 700 MB. Na maioria dos casos, o som AC3 5.1 original é mantido.
  • DVB - DVB é a sigla de Digital Video Broadcasting (Emissão de Video Digital). Conhecido como padrão europeu de TV Digital, foi projetado a partir dos anos 80 pelo consórcio que hoje possui 250 integrantes de 15 países. Desde 1998, está em operação no Reino Unido, tendo chegado a outros quatro países da União Européia e à Austrália. Está previsto para ser implantado na Índia, na Nova Zelândia e cerca de outros 20 países. Detém um mercado atual de 270 milhões de receptores.
  • 720P - 720 é o numero de linhas verticais, enquanto que o P significa Progressive scan ou não entrelaçado. Normalmente tem a resolução de 1280 x 720.
  • 1080P - 1080 é o número de linhas verticais, enquanto que o P significa Progressive scan ou não entrelaçado. Normalmente tem a resolução de 1920 x 1080.
  • 1080i - 1080 é o número de linhas verticais, enquanto que o i significa entrelaçado ou não Progressive scan. Normalmente tem a resolução de 1920 x 1080.
  • MKV - O MKV tem uma qualidade muito superior ao AVI. É o padrão dos novos discos em alta definição.
  • RM/RA/RMVB - É o formato proprietário da Real Networks, uma das principais adversárias da Microsoft no segmento de multimídia online.
  • MOV - Formato criado pela Apple para o Quicktime, o seu programa de multimídia – também disponível para Windows.
  • OGM - Pode ser usado à uma alternativa ao .avi e pode conter Ogg Vorbis, MP3 e AC3 áudio, todos os formatos de vídeo, informação por capítulos e legendas.
  • VBR - Bitrate Variável. É possível “encodar” áudio e vídeo com bitrate variável, o que não usa o mesmo bitrate para o arquivo inteiro (como no CBR = Bitrate Constante). Partes mais complicadas do vídeo/áudio vão receber mais bitrate para que a aparência/sonoridade seja melhor, e assim como partes menos complicadas irão receber menos bitrate. Geralmente arquivos com VBR são melhores que outros que contém CBR.
  • Bitrate - Bitrate está diretamente ligado à nitidez (qualidade) do filme/música. Quer dizer que em formatos de compressão de áudio e vídeo como MPEG3 e MPEG4, quanto maior for o bitrate mais vezes por segundo o som ou filme original estará sendo reproduzido. O bitrate pode variar, sendo que taxas mais altas de bitrate criam som/vídeo de melhor qualidade.
  • Aspect Ratio Tags

- WS: Widescreen (letterbox) - É a tela cheia mas com a margem centralizadora para se manter o foco.

- FS: Fullscreen - É a própria tela cheia enquadradando todo o monitor ou a televisão.

  • Codec - É a abreviação de COder/DECoder ou codificador/decodificador. Equipamento ou programa que converte os sinais analógicos de som, voz e vídeo em sinais digitais e vice-versa. São exemplos de codecs: DivX, XviD (video) e MP3/AC3 (som).
  • OST - OST significa Original SoundTrack, ou em português, trilha sonora original.
  • AC3 - Codec de áudio conhecido como Audio Coding 3, é melhor que o Mp3 e é sinônimo para o Dolby Digital hoje em dia. Utilizado em alguns filmes com mais de 2 CDs, devido ao seu tamanho maior.
  • AAC - Advanced Audio Coding, será o sucessor do AC3. É baseado no AC3, mas acrescenta uma variedade de melhorias em diversas áreas. Atualmente é difícil encontrar um player ou hardware que suportem esse novo formato de áudio.
  • BIN / CUE - Bin e Cue são dois arquivos pertencentes à uma imagem de CD-R/RW ou DVD. Alguns releases de SVCD E VCD são lançados nas imagens dos próprios CDs. Para abri-lo você pode usar tanto o Daemons tools (note que não nescessita da Cue para fazê-lo se você alterar para mostrar todos os arquivos, ele abrirá o BIN) ou queimá-lo com o Nero ou CDRWin. Aconselha-se o CDRWin, por ser o programa que cria esse tipo de imagem.
  • SE (Special Edition) - Edição Especial
  • EE (Extended Edition) - Versão Estendida
  • DC (Director’s Cut) - Versão do Diretor
  • Macrovision - Macrovision é a proteção de cópia empregada na maioria dos DVDs.
  • NFO - Um arquivo de NFO é fornecido com cada filme ou jogo para promover o grupo e dar informações gerais sobre o release, tal como o formato, a fonte, o tamanho, entre diversas informações. NFO = Informações
  • RARset - Todos os filmes são fornecidos divididos em partes de 15000000 bytes compactados com o WinRAR, ou outro software de compactação, mas o WinRAR geralmente lê todos os formatos. Isso ocorre para facilitar a transferência via ftp, pois se ao transferir 700 MB de dados em algum momento o arquivo se corromper, você terá perdido um bom tempo de download. Usa-se (part01.rar > partxx.rar); (.rar > rxx) ou (001 > xxx)
  • Regional Coding - Regiões dos DVDs (região 1,2,3,4,…) de acordo com a distribuição de países.
  • RCE - RCE (Regional Coding Enhancement) foi projetado para bloquear players com “Multiregion”, mas teve muitas das falhas e foi superado. Há muito poucos títulos RCE agora, e era muito impopular.
  • SFV - É fornecida também para cada disco um arquivo SFV. Estes são usados principalmente no local (FTP) para verificar se todos os arquivos estão completos e sem erros.
  • Programas - pdSFV ou o hkSFV
  • Subbed - Ripagem com subtitle (legenda), local de origem do filme (poderá ser até em chinês).
  • UnSUBBED - Quando foi liberado uma versão, com legenda, e após esta, liberada outra sem legenda (UnSUBBED).
  • SyncFIX - Pacote que conserta a sincronia entre áudio e vídeo de um filme. Um SyncFIX é liberado quando não há necessidade de um proper para consertar o problema.
  • ASF - Advanced Streaming Format. Esta é a resposta da Microsft à Real Media e à qualquer tipo de media streaming.
  • Frame - A fonte básica de um filme. Um frame representa uma foto. Um filme utiliza geralmente 24 frames por segundo (dobro da quantidade de fotos necessárias passadas constantemente na sua frente para se obter noção de movimento). Imagine um desenho, onde uma moto está na direita do vídeo, ao passar os frames a moto vai se movimentando para a esquerda.
  • FPS - Definição de Frames per Second, ou frames por segundo. Ajuda bastante saber isso na hora de converter legendas ou procurá-las na internet.
  • Cor -

- B&W = Black and White = Preto e Branco

- Color = Colorido

  • DVD5 - É o tipo mais comum de DVD, simples-face e única camada (single-sided / single-layered), oferece aproximadamente duas horas de conteúdo. Perfeito para a maioria dos filmes. A maioria dos filmes lançados em DVD-R são DVD9 com a qualidade diminuída e normalmente sem os extras, áudios e tudo o que o grupo que lançou acha desnecessário, isso para ser possível gravar o arquivo baixado em um DVD comum de uma camada.
  • DVD9 - Normalmente chamado de “dupla-camada reverso-espiral” (RSDL – reverse-spiral dual-layer). Ele permite que se coloque um pouco menos do que 4 horas em apenas um lado do disco, com uma breve (às vezes imperceptível) mudança de camada. Às vezes este formato também é usado para filmes com menos de duas horas, gravando-se tanto a versão “tela cheia” quanto a widescreen do mesmo lado do disco e permitindo-se a escolha da versão através do menu do DVD.
  • Dubbed - Significa que o arquivo não está com o áudio original, mas um dublado em outra língua indicada.
  • Progressive Scan e Interlaced - Progressive Scan é o nome usado para descrever uma técnica utilizada para montar o conteúdo da tela. O modo progressive monta a tela inteira em uma única passada, transmitindo e exibindo todas as linhas da tela a cada atualização. Este processo é inverso ao Interlaced (mais comum). O modo interlaced (entrelaçado), monta em cada passagem metade das linhas da tela, as linhas pares ou ímpares, formando a ilusão de uma resolução maior e transmitindo apenas metade da imagem formada.

Bom, acredito eu que seja isso que programei em mente, espero que tenham gostado, e quem sabe algum dia eu volte com novas postagens. Abraços a todos e fica aí a dica para que se possa sanar todas as suas dúvidas.

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