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domingo, março 07, 2010

Teorias de Naruto



[spoiler]Teoria 100% comprovada...[/spoiler]
Os fãs de Naruto tem várias peculiaridades, boas ou ruins. Uma delas é a criação constante de teorias das mais mirabolantes. Alguns levam como um arriscado jogo de apostas, outros apenas buscam um pouco de diversão. E elas se concretizam?

Pior que sim. Vamos dar uma olhada em algumas teorias que viraram prática nas páginas do mangá desenhado por Kishimoto Masashi.

Muitos spoilers presentes, lógico =].

Yondaime pai é pai de Naruto: Essa teoria virou spam de tanto que repetiram desde o primeiro capítulo do mangá. Alguns foram mais longe e juravam de pé junto que no pergaminho do sapo tava lá os dois nomes: Uzumaki Jiraiya e Uzumaki Arashi.



Essa parte não aconteceu, e no fim Yondaime não era Uzumaki e muito menos Arashi, mas papai do loirinho ele era. A revelação se deu em uma conversa de bar entre Jiraiya e Tsunade, o que ninguém ligou, já que só queriam ter sua teoria comprovada.

Irônico que uma teoria típica de conversa de bar tenha se concretizado justamente em uma conversa de bar.



Sasuke vai ganhar o Magenkyou Sharingan: Demorou mas foi. Muitos achavam um absurdo, que Sasuke ficaria muito over power, que era muito cedo e etc. O que hoje já nem é grande coisa. Além do MS, Sasuke já tem todas técnicas(ou todas que vimos) de seu irmão Itachi. E mais: já tem gente apostando que em breve ele terá o sharingan eterno da luz. A essa altura, nem podemos mais duvidar...



Bijus são de marte!(WTF?) Essa teoria foi feita de zuação, quando o mangá ainda nem era tão surreal. Mas quase virou realidade: os bijus vieram da lua que tinha um sharingan. Até brincavam com a frase "Os bijus são de marte e os jinchuurikis são de Vênus".

Ino e o biju de 11 caudas: Calma, Ino não tem biju, eu sei. E nem é filha ou irmã do Deidara, como dizia a teoria absurda. Mas no fim existia de fato um biju de 10 caudas, que era a parte que achavam mais sem noção da teoria, e ele era a junção de todos os outros(o que leva a outra teoria, aquela do biju megazord). Será que hoje um biju de 11 caudas seria tão improvável? Não sei não viu.

Biju megazord? Sim. Fãs conspiravam que os planos do líder da akatsuki queria juntar os bijus para reunílos e fazer um megazord com todos eles. E no fim é mais ou menos isso, pois juntando os 9 bijus têm-se o tal 10 caudas.




O líder da akatsuki: Juravam que ele era o Yondaime, Namaki, Ichigo(?) e afins. No fim não era nenhum deles. Mas diziam também que ele era o Madara, aí não estavam totalmente errado: o cabeça laranja era só um laranja comandado por Tobi, que nada mais era que Uchiha Madara. Obito? Pelo menos por enquanto nada pode-se dizer a respeito. Porque muitos teorizaram que Madara pode ter pego o corpo de Obito. Como Danzou pegou parte do corpo do Shisui, não é de se duvidar que o corpo do Obito foi aproveitado por alguém, mesmo que a pedra tenha esmagado o olho que restou.

Itachi, o bom Faziam muitas teorias de Itachi, porque todo mundo adorava ele(ei, eu não!). E ninguém engolia a história dele ter matado um clã inteiro só pra passar o tédio, que ele era bonzinho na verdade. Não totalmente, claro, mas comprovou-se que ele teve seus motivos para fazer aquilo. E que Konoha teve grande parcela de culpa.

O golden byakugan Acho que essa se encaixa mais na categoria fanfic, criada por Anderson Neji, conhecido fã número 1 do Hyuuga Neji. É uma pena que não virou realidade. Já que o Kishimoto resolveu aproveitar as teorias dos fãs, foi um pecado ter esquecido a mais memorável delas.



A garota da flor azul é a Rin! Sempre que aparece um personagem misterioso em Naruto começam as especulações. Mas desta vez era só uma nova personagem que nada tinha a ver com a antiga amiga de Kakashi, que muito provavelmente já está morta(eu não deveria ter tanta certeza né).

Essas são apenas algumas, vou deixar para os nostálgicos relembrarem o resto =].

O mangá está perto do fim, e agora, como sempre mais do que nunca, é hora das apostas. Eis algumas que tão rolando na comunidade Naruto Brasil Dattebayo, do Orkut no momento:


-Sasuke + sharingan da luz? E ele volta pra Konoha?
- Kishimoto Gênio ou burro? (essa eu acho que faz muito sentido =D)
- Naruto vai para Pokebola ! OPT (HEIN?!)
- O segredo do Gedo Mazo...
- Sakura, madura, em breve!
-Não é Naruto que converterá Jasque (fizeram teoria até pra mim o_o)
-A trama de Uchiha Fugaku

Entre outras, não fazendo propaganda, claro. Aliás agradeço a Quel por ter me reaceito na comunidade. Eu andei sendo um garoto muito mau por lá, sabe como é, a carne é fraca e tal.

Enfim, fico por aqui. Agora é com vocês para ajudar-nos a relembrar esses momentos marcantes acompanhando o gibi desse ninjinha galego que faz a comunidade ninja ficar de pernas pro ar.

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quarta-feira, outubro 28, 2009

Walking Dead – A melhor experiência zumbi nas HQs

semterror Dando seqüência à Semana do Terror, o que há de mais representativo nesse estilo do que os zumbis? É, os mortos-vivos carnívoros conseguem ser bastante carismáticos, por mais bizarro que isso possa parecer.

De toda forma muitas pessoas só os observam nos lançamentos de cinema e em alguns games, como Resident Evil e Left 4 Dead. Mas são várias as publicações em outras mídias que abordam essa recente mitologia, especialmente nos quadrinhos uma história não pode ser deixada de lado por quem é real fã do gênero. Trata-se de Walking Dead.

A história é do genial Robert Kirkman, com desenhos Charlie Adlard - a partir da edição #07, até lá o desenhista era Tony Moore, co-criador da obra que por motivos que desconheço a abandonou, é notório que ele tinha um traço muito melhor, com níveis de detalhismo que lembram a Saga G do Cavaleiros do Zodíaco. Enfim, ele saiu, saiu, se não quer tem quem queira.

A história se inicia após uma batida policial em que o policial Rick Grimes é atingido e acorda alguns dias depois em um hospital deserto, que ele logo descobriria que não estava tão deserto assim. Voltando para casa encontra duas pessoas habitando-a, Morgan e seu filho Duane – se a HQ fosse um RPG estes seriam os NPCs que lhe introduziriam no jogo, contando coisas sobre o mundo em que está e como as coisas funcionam aqui. Tá, isso foi meio nerd.

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Determinado, Rick cruza os Estado Unidos em um cenário pós-apocalíptico para encontrar sua mulher e filho. Aí a história começa a se desenvolver e ele acaba liderando um grupo de pessoas que constitui uma resistência ao Holocausto Zumbi. A HQ atualmente está na Edição #66, e é produzida pela Image – não entendo muito de editoras e coisas do tipo, mas pelo que ouvi falar essa é das piores. Se for o caso eles escolheram as pessoas certas e fizeram nada mais do que uma obra-prima.

Kirkman sabe joga magistralmente com os elementos de um Holocausto Zumbi, e sem a limitação de 120mins que os filmes possuem ele as desenvolve com muito esmero, criando uma obra bem fechada e sensacional. Como na passagem em que o grupo de Rick é atacado e ao invés de pedir por dinheiro os saqueadores querem mulheres, afinal, dinheiro não serve de nada em um Estado anárquico forçado.

A história é mais do que genial, poderia escrever mais de 1000 palavras sobre ela, mas quero poupá-los dos spoilers. O que posso dizer é o que o próprio autor já disse: Ela não é uma história sobre zumbis, mas sobre pessoas que têm que sobreviver entre zumbis. Fodástico, não? Para quem também gosta de um pouco de gore e miolos voando por todos os lados também não irá se decepcionar! Então fica a dica para que todos a acompanhem e, caso ela se encerre antes que eu morra, eu faço um apanhado geral dela. Combinado?

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Vocês podem baixar na imagem acima, do blog V de Vertigem. Não encontrei informações sobre sua venda no Brasil, se alguém tiver essa informação por favor nos atualize. Ah, antes de fechar a postagem duas informações: 1. Caso não tenham percebido a imagem que usei para indicar a Semana do Terror aqui no blog foi retirada dessa HQ! e 2. Existe uma forte possibilidade desta prestigiada HQ se transformar em série televisiva, alguns produtores apostam nela para ser a sucessora de Lost. Mais informações aqui no Melhores do Mundo, isso é só para quem pode, não para quem quer.

Que a dica fique, não deixem de ler!

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sexta-feira, junho 12, 2009

Logan: Cheirando a Ferro Quente e Flores Mortas

Na onda de lançamentos especiais alavancados pelo filme do Wolverine, chegou às bancas uma edição única intitulada Wolverine: Logan. Com número de páginas e preço menor – porém grande qualidade editorial -, a revista traz, além de um brinde bem bacana, a minissérie Logan completa, em suas três partes, assinadas por dois nomes de bastante destaque recente no mercado de quadrinhos, e que podem ser facilmente colocados entre os maiores da indústria atual: Brian K. Vaughan e Eduardo Risso. Sem mais delongas, vejamos o que a promissora história reserva ao canadense número um da Marvel.

Tudo começa com Logan de volta ao Japão, adentrando um templo isolado em um dia de neve. Em um monólogo, ele fala um pouco sobre si. Reclamando de sua condição mutante que o impede de se ferir gravemente, diz que já viveu tempo equivalente há algumas vidas, mas teve sorte de esquecer grande parte – sorte que mudou quando todas essas lembranças voltaram de uma só vez. E são exatamente suas memórias recuperadas que o levam até ali. Já fora muitas coisas: criança doente, máquina de matar, “herói”... mas este é o lugar no qual se tornou homem. Ele ainda explica que fez muitos inimigos durante a vida, só que nenhum deles tira seu sono à noite. Esta é uma tarefa das mulheres de que se aproximou, aquelas pelas quais cometeu a burrada de se apaixonar. O canadense explica que pode se recuperar de praticamente tudo, exceto de ter seu coração destroçado.

Enquanto pensava, Logan se dirigiu a um inimigo oculto, dizendo que sua espera de mais de sessenta anos acabou, e este logo se revela – uma espécie de corpo decomposto em chamas -, e o ataca.

Nisso, voltamos nossa atenção para a época da Segunda Guerra Mundial, onde nosso herói acorda em uma cela do exército japonês, acompanhado pelo desconfiado Tenente Warren, único sobrevivente de um esquadrão norte-americano. Guardas se aproximam, comentando que aqueles dois prisioneiros podem ser “kaiju”, segundo um de seus doutores. Quando estes abrem a porta do cativeiro, são imediatamente atacados por Logan, que não revela suas habilidades especiais ao companheiro de cela. Este acaba o acompanhando na briga e os dois escapam da prisão. Enquanto continuam sua fuga em meio há uma floresta, Warren demonstra seu ódio pelo país inimigo, chegando a dizer que considera os “japas” menos que humanos.

Os soldados são surpreendidos por uma mulher no caminho, que se assusta com a situação – assim como Logan se espanta por não ter notado sua aproximação com seus sentidos aguçados. Warren quer matá-la, chegando a afirmar que ela é uma das pescadoras que havia denunciado seu esquadrão após resgatá-los do mar. Mas o homem que viria a se tornar Wolverine explica que essa idéia é absurda, pois esta mulher é uma camponesa, e uma simples civil. O atrito de opiniões termina com o tenente sob a mira da baioneta do baixinho, que diz ser hora de seguirem caminhos diferentes.


Enquanto Warren se afasta – apenas para espionar os dois logo em seguida -, ela agradece um desconcertado Logan e o oferece abrigo, explicando que ele não poderá sair dali antes do amanhecer, sendo melhor esperar a próxima noite. Recusando, ele explica que, se forem pegos, ambos morrem. Ela apenas sorri de volta, e ele não sabe se é porque não o entendeu ou porque não liga; o que ele sabe é que, naquele momento, já pertencia a ela.

Em sua casa, ela revela se chamar Atsuko, oferece-lhe a espada de seu pai kamikaze e fala um pouco de sua vida, explicando que os objetos memoriais dele são tudo que resta de sua família. Ela diz que o ajudou porque está cansada da guerra, e ele é a única pessoa que encontrara desde seu início que parece estar em paz. Atsuko se despe, pedindo a Logan que faça algo por ela, em troca. Quando o canadense questiona se está no Paraíso, ela explica que não, trata-se de Hiroshima; e esta palavra soa para a ele como a mais bonita que ouvira até ali.


De volta ao presente, Wolverine pensa no fato de que as pessoas não morrem mais como antigamente, sempre voltando das cinzas cedo ou tarde. Continuando a luta com seu misterioso inimigo, ele revela que foi ali mesmo onde está, em Hiroshima, que soube da existência de fantasmas. Após o holocausto nuclear, as sombras dos mortos continuavam por perto, incapazes de abandonar este mundo. Logan conclui que, se quem morre quer tanto voltar para esta vida de dor e sofrimento, o que vem depois dela é bem pior. É o que diz a si mesmo, já que não é sortudo o bastante para morrer fácil como a maioria... ou será que é?

Na manhã seguinte a quando conheceu Atsuko, Logan se desculpa, dizendo ser o melhor em muita coisa, mas não no que fizeram ali. Explica que não achava que tinha chance com mulheres como ela, tendo sempre sido considerado um animal peludo e fedido. Surpresa com a fragilidade emocional daquele experiente soldado, ela o conforta de tal forma que consegue compará-lo a uma boneca de porcelana sem soar ofensiva. Ele apenas continua se desculpando, e logo, é atingido na cabeça por uma bala.

O autor do tiro é Warren, que acaba lutando com Atsuko – ambos acreditando na morte do baixinho. Após muita resistência, a mulher acaba sucumbindo. Tão cedo quanto seu corpo tomba, o de Logan se levanta, querendo vingança. Ao ser ferido mortalmente, o tenente explica que é, como o baixinho, um deus, algo além da humanidade. Ele também é imbatível, só que suas feridas não cicatrizam como as de Logan. Mas, por outro lado, não sente dor.


A briga só é interrompida quando os dois avistam um avião aliado, que poderia tirá-los dali. Mas, antes de qualquer coisa, a aeronave lança sua carga: Trata-se do histórico ataque nuclear às cidades de Hiroshima e Nagasaki de agosto de 1945.

Enquanto vemos Logan se arrastar pelas cinzas da catástrofe, ele explica em um monólogo presente que mutantes como ele recebem várias denominações, “Filhos do Átomo” entre elas. Mas ele é um daqueles que nasceu antes de tal incidente. A bomba atômica não é sua mãe, mas a garota que fez dele um homem.


No fim das contas, é a queda que vem depois que te derrota. Toda pessoa normal pode suportar algumas bombas em sua vida, mas o que mata é a queda que vem depois, quando a montanha de maus resultados de seus erros cai sobre você. E você só nota o veneno quando já está se afogando nele. É nisso que o Logan do presente pensa enquanto continua sua luta, com aquele que agora sabemos ser Warren. Presumindo que o ex-tenente já sofreu quase o bastante ao assombrar aquela terra por tanto tempo, Wolverine não quer matá-lo; e é por isso que perderá esta guerra, segundo seu inimigo.

Em flashback, Logan relembra seus momentos com Atsuko, onde a convida para fugir com ele dali. Ela recusa, alegando que o mundo inteiro está em guerra e não haveria lugar para eles. Ainda diz se considerar sortuda por nascer em Hiroshima, e pretende morrer ali, dizendo que viverá com Logan em seu coração. Ele se lembra de cada detalhe da antiga amada, assim como dos detalhes da tragédia nuclear. Lembra-se de tudo, assim como qualquer um à beira da morte.

É quando vemos que, em sua última investida, Warren arrancara o coração do canadense. O vilão come o órgão e, assim, recupera a aparência original de seu corpo. Nem ele entende o porquê da morte de Logan lhe causar tal efeito, mas ele sempre soubera que causaria. Só que suas conclusões estão precipitadas: Wolverine ainda vive, ao menos por enquanto, e logo isso é algo que não pode ser dito do apavorado – e decapitado - ex-tenente. No final, ambos tombam.


Logan acorda em um belo campo, onde encontra Atsuko. Mas ela explica que não, ele não morreu, e o que falta em seu corpo logo será restaurado. Seu desejo de viver ao lado dela ainda não pode ser realizado. Mas, como ele vingou seu espírito, ela pode lhe dar um certo alívio: Atsuko se oferece para remover suas dolorosas memórias de Hiroshima permanentemente. Seus momentos com ela desapareceriam, mas a dor de tê-la perdido também. É ele quem decide, e ela pergunta o que vai ser.


A visão desaparece aos poucos e Logan acorda na floresta. Ele apenas se levanta e contempla o sol nascente.

E é este o fim da história. Talvez nunca saibamos qual foi a decisão de Logan, ou mesmo se o contato espiritual foi real. Mas o que eu sei é que não esquecerei fácil desta minissérie, que se mostrou de altíssimo nível, ou de Atsuko que, em tão pouco tempo, fez o bastante para ser considerada, por mim, uma das melhores coadjuvantes e amantes que Wolverine já teve.

*Título do artigo baseado na descrição que Logan faz de como cheira um coração arrancado, nesta mesma história.

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sexta-feira, março 20, 2009

Universo cyberpunk no anime e no mangá

Cyberpunk é como chamamos uma tendência moderna da ficção científica. Como nunca escondi, sou muito fã de Katsuhiro Otomo, com Akira. O próprio Metrópolis tem esses elementos (inclusive o filme que originou o mangá de Osamu Tezuka). Mesmo Batman o Cavaleiro das trevas e Watchman entram na jogada. Além de filmes como Eu robô, Blade Runner ou Inteligência Artificial. Não me extenderei nesses pois não é minha área de graphic novels nem de filmes.

Mas enfim, do que se trata?

Appleseed Pictures, Images and Photos


Um mundo onde a tecnologia é a mais avançada. Os problemas sociais aumentam, e grupos marginalizados dominam as ruas. Drogas, rebeliões, repressão, violência, pessoas feias - tanto psicologica como fisicamente. A pior faceta da natureza humana.

Entre os primeiros expoentes do gênero cyberpunk estão William Gibson, Bruce Sterling, Pat Cadigan, Rudy Rucker e John Shirley. O termo Cyberpunk se cunhou nos anos 80 e continua sendo atual. 

Algumas obras cyberpunks em anime, ou mangá:

Ghost in the Shell: 

GITS Pictures, Images and Photos

Originalmente um mangá, mas acabou sendo adaptado em um dos animes mais consagrados atualmente. A obra em mangá conta com uma gama maior de detalhes - e uma arte impecável.

De autoria de Masamune Shirow, é um dos maiores exemplos de história cyberpunk já publicadas. A história é sobre a major Motoko Kusanagi, que persegue um ciber-criminoso conhecido como Puppeteer. 

Akira: 
Fig. 27. Pictures, Images and Photos

Um clássico de Katsuhiro Otomo, autor do mangá e diretor do longa metragem de animação. Em um mundo pós apocalíptico, a história se passa na cidade futurística de Neo-Tokyo. Nessa cidade uma poderosa arma, Akira, está escondida.

Mais uma vez Masamune Shirow. Apesar de o anime não ser o melhor, o mangá é considerado mesmo pelo autor como a obra de sua vida.

Entre outros títulos estão:
Gunm (Battle Angel Alita), Dirty pair, Animatrix, Bubblegum crisis, Serial Experiments Lain, Ergo Proxy, Genocyber, AD Police, Clover, entre outros.

Vale a pena assistir ou ler algum desses títulos. É um gênero que tem muito a oferecer, e é ideal para quem gosta de pensar um pouco enquanto se entretém com a arte e o enredo.

Por hoje é só.

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quarta-feira, março 11, 2009

Detetive Conan

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Ultimamente estou nessa de detetives, depois de assistir Koshonin (um dorama) e começado a assistir CSI e Monk - sim, sou bem atrasado. Fora alguns livros da Agatha Christie que pretendo ler.

Mas enfim, eu pensei: por que não dar uma chance para o mangá de detetives mais famoso de todos?

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Eu já tinha assistido um episódio de Meitantei Conan há um tempo por curiosidade, então pulei o capitulo de apresentação.

A história, assim como o traço, é simples: Shinichi é um detetive adolescente que resolve qualquer tipo de caso, um Sherlock Holmes moderno (A Ran,sua amiga de infância, chama de "otaku dos detetives" ou algo assim). Em um desses casos Shinichi acaba pego por um misterioso cara vestido de preto, e passa por uma estranha transformação devido a um gás: ele vira uma criança de aproximadamente 8 anos.

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É...Lascou-se.


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Para conseguir seu corpo de volta ele deve ir atrás desse cara, trabalhando como detetive. Mas ninguém daria ouvidos a um pivete, muito menos acreditaria que ele é na verdade Shinichi. Ele consegue convencer o professor Agasa de sua verdadeira identidade. Shinichi então ganha um novo nome: Edogawa Conan. Ele se infiltra na agência de detetives do pai de Ran e age na surdina enquanto o velho ganha todo o mérito (sem desconfiar da verdade).

É uma série divertida. Talvez por isso tenha tantos episódios: mais de 500 em anime, quase 700 capítulos em mangá, vários jogos,longa-metragens e até dois Doramas com Oguri Shun no papel principal. Uma verdadeira máquina de dinheiro.

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Ele é lindo, né? Tenho até fake no orkut

Já li sobre comparações com Scooby doo, mas para mim o Conan supera. É algo muito mais maduro que casos de fantasmas e monstros disfarçados. Detetive Conan é sobre assassinatos, suicídios, seqüestros etc.


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É isso. Espero que tenham curtido conhecer um pouco sobre esse ícone entre os heróis japoneses, Detetive Conan!

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segunda-feira, março 09, 2009

A Guerra é um Inferno: Aces High*

História publicada na Marvel MAX #66 - Fevereiro 2009 - Panini.

Quando inventou o avião, Santos Dumont (não adianta os historiadores falarem que foi os irmãos Wright não. Esse artigo é meu e às vezes gosto de bancar o patriota) nunca pensou que sua criação ia ser utilizada para ferir as pessoas. Porém, reza a lenda que ao ver seu "filho" ser usado para destruir vidas, ele caiu em profunda depressão. Mas ao que parece, seu invento não era para ser uma grande arma.






Pegando por base o recordatório escrito por Ennis, o avião não era para ser usado em combate. Era simplesmente para ser usado para missões de reconhecimento. No entanto, algum “sábio” resolveu ir mais longe. No início um revólver, depois espingardas e, por fim, metralhadoras. Estavam criando os ancestrais dos famosos F-16 e F-22. Porém, o conceito era “infantil”. Os pilotos não tinham proteção, tinham problemas com a altitude e não tinham acentos ejetores com pára-quedas. Mas, apesar dos problemas, alguns alcançavam as nuvens enquanto outros nem tiveram tempo de ver o chão.

Nosso herói, porém, não parece estar muito preocupado com isso. Cavalgando seu pássaro de aço, ele cantarola uma canção que denuncia a sua nacionalidade. Sim, estamos falando de um ianque, que está disposto a fazer de tudo para derrubar os inimigos. Porém, nem todos são como ele.


Enquanto nosso nobre herói, que atende pelo nome de Tenente Kaufmann, cantarola pelas nuvens a glória dos EUA, um piloto, que atende pelo nome de Franko passa por ele e depois, ao chegar na sua base, informa seus superiores que viu “uma besta num Spad pintado como se fosse uma p&*&¨ francesa”. Seus superiores atendem pelo nome de Peter “Rox” e Capitão Booker. E ambos estão conversando sobre os norte-americanos mais queridos do planeta.

Booker não está interessado em entrar para um esquadrão formado por americanos, já que saiu daquele país porque não suportava seus compatriotas. Rox, no entanto, disse que precisava dele para poder ajudar a comandar o pelotão, já que todas as esquadrilhas seriam formadas por ianques, sob o comando inglês. Enquanto discutem, eis que surge o nosso Spad que parece uma p&%$ francesa.

Kaufmann se apresenta para Rox e para Booker, dizendo que tinha instruções para ir ao Campo Saint Luc, lar do Esquadrão Americano 88. Rox confirma que está no lugar certo, mas acha estranho ele pilotar um Spad (enquanto todos no esquadrão usam Pup), além do fato dele utilizar cores inadequadas. No final, Rox manda Kaufmann procurar seu ajudante, Capitão Clark, para acertar os últimos detalhes.

Ao se apresentar, o quase sóbrio Capitão Clark nota que há alguns problemas com a papelada de Kaufmann. Isso começa a preocupá-lo. Mas o Capitão Clark está mais preocupado com a uma “levadinha”, opa, quer dizer, com uma “levantadinha”. E por que raios Kaufmann não aceita logo um trago?


Bom, enquanto Kaufmann está preocupado, o Esquadrão 88 se prepara para uma missão de reconhecimento. Kaufmann resolve embarcar nessa. Mas parece que alguém não quer que Kaufmann decole.

Clark sai do seu escritório ensandecido, dizendo que a nota apresentada por Kaufmann não é uma nota oficial e que o comando não fazia a menor idéia quem ele era. Mas ninguém da bola para o velho capitão do trago. Fora que ninguém o escuta por causa dos barulhos dos aviões. Clark, na ânsia de tirar Kaufmann do avião, acaba sendo estraçalhado por uma ...


HÉLICE.

Rox dá ordem para a Esquadrilha C decolar. Kaufmann surrupia um Pup da esquadrilha e sai o mais rápido possível do local, enquanto todos se perguntam o que nosso amigo ébrio estava tentando dizer.

Nos céus, o inevitável acontece. Kaufmann se perde de seu comando, enquanto tenta esquecer os últimos fatos ocorridos. Porém, ele acaba encontrando uma coisa que ele queria: Um alemão duelar no ar. Mas no final, não ocorreu a tal luta. Kaufmann acabou matando o piloto antes mesmo de qualquer reação. Este passa a sentir muito mal a ponto de vomitar.

Ao voltar, Kaufmann relata que se perdeu do grupo por causa das nuvens, mas este fato foi sua salvação. Ao chegar ao Campo Saint Luc, ele descobre que toda a sua esquadrilha foi abatida e que ele foi o único sobrevivente. Kaufmann parece decepcionado, mas o Capitão Booker informa que lá nada sai como o planejado.


Começa mais uma estréia na Max desse mês. Além da elogiada mini 1985 (Mark Millar), Garth Ennis nos traz mais uma mini série sobre batalhas (não tão) épicas nos céus europeus da primeira guerra. Achei bem bacana o começo, de modo que só deve vir coisa boa. Por hoje é só pessoal.

*NR: Aces High é uma famosa música do Iron Maiden sobre batalhas áreas. Mas nesse caso, a música se refere a II Guerra Mundial. E essa música pode ser ouvida/vista AQUI!

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domingo, março 08, 2009

O Espetacular Homem-Aranha

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Acredito que todos conhecem o Homem-Aranha. O jovem que foi picado por uma aranha radioativa e ganhou os poderes de uma e resolveu virar super-herói depois do discurso de “grandes poderes trazem grande responsabilidade”, e blá blá blá. Também, todos sabem que a Marvel sempre ficou muito abaixo da Distinta Concorrente no ramo de animações, já que as suas sempre possuiam roteiros fracos e animações sofríveis. Agora, com esse desenho, a Casa das Idéias muda um pouco a situação.

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O Espetacular Homem-Aranha conta a história já mencionada no primeiro parágrafo, do jovem(ao contrário dos filmes, ele é adolescente mesmo no desenho) Peter Parker e sua vida como super-herói iniciante. Além disso, o desenho possui tramas paralelas com os coadjuvantes da escola de Peter ou do jornal Clarim Diário, como toda boa história do Escalador de Paredes deveria ter.
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O desenho foi criado por Victor Cook e Greg Weisman, para o canal americano CW. A qualidade do desenho é tamanha, que é comparado com o Universo DC Animated(os famosos desenhos da DC), e já existem planos para, futuramente, quando o desenho já possuir sua própria mitologia consolidada, ter aparições de outros personagens do Universo Marvel. Tecnicamente, o desenho é excelente, com boa animação, ótima trilha sonora, uma música de abertura que gruda na cabeça e, claro, o roteiro.

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Tudo está lá… Os vilões clássicos(embora vários com novos visuais), os coadjuvantes conhecidos(embora alguns também estejam diferentes), o Aranha que deixa de ser um garoto tímido e vira um piadista fanfarrão quando bota o uniforme, várias referências ao universo dos quadrinhos(tanto 616 quanto Ultimate) e até uma participação do velho(e robert) Stan Lee. Os fãs de longa data com certeza vão perceber as referências claras aos quadrinhos, como por exemplo o primeiro encontro de Peter e Mary Jane.

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A história do desenho é, como os quadrinhos, dividida em arcos. Na primeira temporada, o primeiro arco é envolvendo os experimentos genéticos do Doutor Connors, além de ser, claro, uma introdução à série. Em seguida, temos arcos envolvendo Norman Osborn e seu envolvimento com “O Chefão”(The Big Man, no original), um arco envolvendo o Duende Verde e no fim da temporada, um arco centrado no(surpreendentemente menos irritante que o original) Venom. Como já mencionado, todos os arcos possuem tramas paralelas, que vão progredindo junto da série.

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Muitos dizem que esse desenho é a melhor coisa que acontece com o personagem desde os filmes… Alguns dizem ser a melhor coisa desde o Universo Ultimate… E a grande maioria dos fãs dizem ser a melhor coisa que aconteceu ao Amigo da Vizinhança desde que o velho Stan deixou os roteiros do personagem. Em tempos em que o personagem passa por uma fase tão ruim, o desenho é uma ótima pedida para seus fãs, ou mesmo para fãs de boas animações.

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O desenho é exibido nos EUA no canal CW, e em breve será exibido no canal Disney XD. No Brasil, é exibido pelo Cartoon Network e pela Rede Globo. Obviamente, o desenho legendado e com áudio original pode ser facilmente encontrado para download.

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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

As várias facetas de Wade Wilson

Recentemente, podemos dizer que o mercenário tagarela Deadpool tem lidado com um pequeno problema. Isso, no entanto, não quer dizer que seja algo fácil de resolver. Todavia, o seu problema de tamanho em nada se compara quando esqueletos de seu armário são revirados e antigos personagens de seu passado vêm tomar satisfações e tentar resolver de uma vez por todas problemas de identidade.


Quando se junta as palavras chaves “problemas de identidade” e “Deadpool” numa pesquisa do Google, pode ter certeza que o primeiro nome a surgir será Alex Hayden, também conhecido como Agente X. Ele foi criado basicamente para resolver o problema de direitos autorais entre a Marvel e Rob Liefeld sob o personagem Deadpool no começo do século. Chegou a ter uma série mensal por algum tempo, resultando num encadernado da Panini lançado alguns anos atrás, mas logo foi descontinuada. Por fim, pouco tempo atrás, o problema entre Liefeld e a Marvel se extinguiu e o verdadeiro Deadpool voltou à tona.

Em termos cronológicos no universo 616, essa confusão toda é explicada da maneira mais tonta e usual possível. Hayden é clone de Wilson, ou seja, versão genérica do Deadpool. Permaneceu esquecido por alguns anos, até que Fabian Nicieza resolveu resgatá-lo agora que a revista mensal Cable&Deadpool praticamente perdeu um de seus protagonistas.


E tudo começa quando Hayden é capturado pela Hidra, que tentava desenvolver um atuador morfogênico capaz tanto de curar doenças como criar novas. E aproveitando-se da intromissão do Agente X em seus domínios, os terroristas testam a máquina em Hayden e este rapidamente começa a sofrer de Artrite Degenerativa Avançada.

Daí que entra Deadpool, que acaba de receber uma proposta de contrato das duas amigas pessoais de Hayden, Sandi e a Pistoleira, para resgatá-lo. O mercenário, que não perde tempo, olha pros atributos mais chamativos das moças e pede em troca “os quatro bons motivos” em troca.


Após muita arenga, fica acordado tudo e Deadpool e o Fuinha chegam a uma base da Hidra no Paquistão dias depois. As principais fontes de informações para invadir a base são um blog de um agente descuidado da Hidra chamado Bob e uma nota de uma transportadora local para a facção. Alheio a essas informações, Wade já parte para sua estratégia peculiar de bater na porta da frente e esbofetear todo mundo.


Obviamente, o tamanho diminuto de Deadpool acaba por limitá-lo em sua missão. Por isso, ele decide capturar um dos terroristas para ajudá-lo em coisas comuns, mas indispensáveis como abrir portas. A ironia de tudo é que o sujeito selecionado é justamente o blogueiro Bob. E essa nova dupla inusitada parte rompendo todos os sistemas de segurança até encontrar a prisão do obeso Agente X.

Eu falei obeso Agente X?

Se está surpreso, imagine a minha cara como também a do Deadpool ao deparar-se com um Alex Hayden tão balofo quanto um lutador de sumo. Ao pressionar os cientistas da Hidra por explicações, Wilson descobre que mais uma vez eles usaram o Atuador morfogênico e deram a Hayden uma nova particularidade - O Gene Americano, muito conhecido por estimular o acúmulo de obesidade mórbida.


Uma vez que o uso do atuador é irreversível, Alex torna-se um inútil e Deadpool vai ter que improvisar para tirar o gordão da base. Ao menos, a invasão ao laboratório teve alguma serventia e ele conseguiu reverter seu tamanho para o normal graças a um estoque de partículas Pym que eles guardavam (Essa fórmula já já vai estar a venda em grandes mercados e lojas de departamento).

Sabendo que nunca mais poderá voltar pra Hidra depois de ajudar o mercenário, Bob acaba se juntando a Pool e juntos roubam um caça para sumir dali. Nessa parte da história, a justificativa de Bob sobre porque nunca mais poderá voltar a organização criminosa gera uma excelente piada por parte do Nicieza.


Uma vez com Alex livre, Deadpool parte novamente para a América, mal sabendo que lá terá um novo problema. Agora, as suas duas gostosas contratantes é quem terão que ser resgatadas, pois seu outrora arqui-inimigo T-Ray voltou e deseja reclamar sua verdadeira identidade, a de Wade Wilson.


Confuso? Bem, vamos a mais explicações da antiga série do Deadpool então...
T-Ray foi criado na fase em que Joe Kelly e Ed McGuinness assinavam a mensal do mercenário tagarela com o intuito de desenvolver um vilão a altura do Deadpool. Era um mercenário muito mais casca grossa, albino e que tinha como intento se tornar o maior matador de aluguel do pedaço. Das mais diferentes maneiras, tentava superar Deadpool, fazendo uso inclusive de artefatos mágicos.

Por muitas edições se esticava essa rixa entre os dois mercenários até o momento em que decidiram extrapolar as motivações de T-Ray em odiar Pool e inventaram a história de que ele era o verdadeiro Wade Wilson e, como bem disse o próprio T-Ray na página de recapitulação da edição 39, ferrar toda a cronologia.

Segundo T-Ray, ele tinha uma vida tranqüila como professor e com sua esposa Mercedes até Deadpool aparecer. O assassino insano além de matar sua esposa querida, roubou para si a identidade de Wade Wilson para se esconder de seus antigos patrões que queriam sua cabeça. Segundo essa teoria, o verdadeiro nome de Pool seria Jack e uma bagunça de informações colocaria muitas histórias anteriores como fora da cronologia.


Agora, T-Ray retornou para resolver de uma vez por todas a verdade sobre quem seria o verdadeiro Wade Wilson, certificando-se de que apenas um entre os dois sairá vivo desta vez. Assim, capturou reféns que ele considerou atraentes o suficiente e armou uma cilada em uma isolada fazenda em Nova Jersey.

Contando com o apoio do Agente X e do novato Bob, Wade (ou quem achamos que seja ele) chega até o isolado lugar e executa uma das suas mais desastrosas entradas de seu curriculum. Acaba sendo capturado por T-Ray e é obrigado a ouvir toda a reclamação e despeito do vilão albino insatisfeito com a popularidade – imerecida, segundo ele – que o mercenário tagarela ganhou entre os leitores.


As reclamações de T-Ray só duram o suficiente para a pouca paciência de Deadpool acabar. O insano mercenário rompe a fita adesiva que prendia seus braços e volta a baixar a cacete no velho rival. Entre uma tapa e outra, os dois acabam jogando na cara um do outro supostas pistas que justificariam porque o adversário não seria o verdadeiro Wade Wilson.

No ápice da luta, Deadpool é ferido gravemente por uma katana mágica de T-Ray e esse o desafia. Se ele fugir, poderá conseguir sobreviver, mas Sandi e a Pistoleira seriam mortas. Caso ele decida ficar, poderá correr o risco de morrer. Esse dilema certamente responderia a questão sobre Deadpool ser ou não o verdadeiro Wade Wilson.
Em seus recordatórios, Deadpool afirma que detesta esses conflitos morais, mas não demora nem um pouco para dar a resposta a T-Ray.


Se essa seria a resposta para a verdade da identidade de Deadpool, nem mesmo o próprio seria capaz de dizer. Contudo, como ele bem comenta, não importa ele saber quem de fato era. O importante é que os leitores sabem e adoram quem ele é hoje.

Não é difícil perceber que devido a decisões editoriais, o direcionamento da revista Cable e Deadpool mudou radicalmente. Com isso, Wade Wilson parte para novos rumos aliando-se a velhos e novos coadjuvantes. E se alguém andou sentindo a falta de Cable... fique sabendo que algumas edições depois, ele morreu.

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Bakuman! Um excelente mangá

O que é Bakuman?

Na verdade ainda não sei o que é Bakuman. Digo, a palavra Bakuman ainda não teve seu sentido explicitado na série ou nas fontes que consultei antes de preparar este artigo. Se alguem tiver idéia me avise nos comments; enquanto isso, vamos ao que importa.

Essa é uma obra de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, sendo o primeiro um misterioso roteirista de mangás, que possui como únicas obras o best-seller Death Note e o próprio Bakuman.

Quando falamos de Japão e de mangás coisas estranhas são normais, nesse universo é possível ser um dos mangakás de maior sucesso da atualidade sem que ninguém (ou quase ninguém) saiba quem você é. Existem suspeitas que apontam Ohba como o pseudônimo de algum outro mangaká de sucesso, apenas especulações, até hoje.

Já Obata é um renomado desenhista presente em obras como Hikaro no Go e que esteve junto de Ohba em Death Note.

Quanto à história, Bakuman narra a trajetória de dois jovens do 9° ano que buscam um sonho: se tornarem mangakás. Sim, é isso mesmo. Este é um mangá que contará todas as histórias dos bastidores e idas e vindas de uma das profissões mais insanas desse mundo, a criação de mangás! A exigência, pressão, fracassos e tudo inerente a ela.

A história é centrada em Mashiro Moritaka e Takagi Akito.

Takagi Akito

Ele é o melhor aluno do Japão.

No Japão os estudos são algo levado, e muito, a sério. Talvez o mesmo devesse ocorrer por aqui, quem sabe com Cristovam Buarque, mas não votei nele também, whatever. O importante é que lá são feitas provas nacionais com os estudantes separados por níveis, e quem sai nas primeiras posições obtém muito prestígio.

Takagi é um deles, aliás, é o primeiro do Japão. Uma ferramenta já utilizada por Ohba em Death Note, onde Yagami Raito era o melhor aluno do Japão. Realmente, ele gosta de lidar com pessoas inteligentes, e suas histórias também o são.

Este, um dos protagonistas, é um estudante observador. Como dito por ele mesmo, senta na parte de trás da sala e, de lá, observa tudo o que ocorre. Mas Takagi também senta uma carteira atrás do mundo, e de lá vê como as engrenagens da sociedade funcionam. E ele não quer simplesmente ser jogado nessa máquina, quer ser popular, quer ser rico, quer ser famoso e reconhecido pelo seu talento; para tanto decidiu, espontâneamente, seguir por aquilo que ele ama: os mangás.

Mas não conseguirá ter sucesso nessa empreitada sozinho.

Mashiro Moritaka

Mashiro é um aluno mediano do Japão.

Com suas notas e sua "determinação" ele não conseguirá ser mais do que um assalariado meia-boca que tem um bom emprego, uma boa casa, uma boa família; uma boa vida.

E é para esse caminho que ele tende, arrastando os pés e empurrando a vida com a barriga ele será mais uma formiga irrelevante nesse mundo. Na verdade, seria, caso não tivesse conhecido Takagi.

Não foi Takagi que levou Mashiro ao mundo dos mangás, pelo contrário. Ele é um desenhista excepcional, premiado diversas vezes em todo país; além de sobrinho de um mangaká que conseguiu emplacar um sucesso que se tornou anime, seu tio era seu ídolo, ambos passavam horas no estúdio e Mashiro sonhava em ser mangaká. Porém, este mundo é um mundo de apostas, e seu tio perdeu a dele, morreu "de tanto trabalhar", segundo os pais. Mas, para Mashiro, por causa do desgosto e da angústia de ter fracassado na sua aposta de vida.

Takagi, porém, injetou ânimo no tedioso Mashiro, que já se conformava com a vida medíocre que o aguardava. Como? Azuki Miho. O amor platônico de Mashiro era o símbolo de seu fracasso, ele sequer conseguia conversar com ela e a via como um sonho inatingível, e pelo qual esforço algum seria eficaz.

As coisas mudam quando Takagi leva Mashiro para encontrá-la e, lá, eles selam um acordo para toda a vida. Hahahahaha, terão que ler para saber.

O Fundo da História

Bakuman usa um princípio já bastante batido como estopim para a sucessão de fatos que gerou esta história: o marasmo da vida humana.

Este é um ponto sobre o qual todo mundo já gastou alguns momentos da vida divagando, ou, parafrasenado o título do blog, devaneando. A partir do momento que os predecessores dos humanos ficaram de pé e perguntaram o que há além das montanhas essa questão foi levantada. Quando deixamos de ser irracionais e passamos a notar nossos atos como ações físicas relevantes o sentido de tudo, o sentido de nossa vida, passou a ser também questionado. Porque estar aqui e agora? Porque existir? Qual o sentido disto? Éramos animais que não sabiam porque sabiam, tinham conhecimento. A partir daí, para bem ou para o mal, surgiram as religiões que preencheram esse vazio; e quem não crê nelas deu seu próprio sentido à vida.

Ou não.

Em filmes como Os Produtores, Número 23 e O Procurado o marasmo da vida entediante de escritórios que nos tornam apenas pequenas engrenagens de uma máquina muito maior é substituído por profissões instigantes, aventureiras, prazerosas.

Diante da relutância de Mashiro em ceder ao mundo mangaká Takagi grita argumentando: "Você vai acabar em algum trabalho entediante de escritório.

É isso o que você quer da vida?" É esta a questão que está sendo levantada: seguir empurrando a vida com a barriga ou correr atrás de seus sonhos?

Muitos mangás usam esse argumento batido para iniciar a aventura. Acabamos relevando, porque o decorrer vale a pena. E, claro, a resposta de Mashiro é sim, ele vai buscar seus sonhos e tudo está inserido em um contexto: O Romance Juvenil. A realização de sua vida profissional é indispensável para que a sua vida amorosa também tenha sucesso! É meio enrolado, mas não vou soltar este spoiler. Haha.

Os traços

A obra de Obata se encaixa facilmente na trama a que esta sendo destinada. Em Hikaro no Go mostrava com perfeição o tom de descoberta e o humor da série com o jovem Hikaro se aventurando no mundo de um dos jogos mais tradicionais da Ásia.

Em Death Note as grande olheiras e os grandes olhos de L, assim como sua roupa desleixada e suas várias manias irracionais representavam bem sua personalidade, o mesmo ocorria com os demais personagens, desde o protagonista Yagami Raito até o secundário Ray Pembar. Em Bakuman o traço demonstra o díficil contraste entre a realidade da descrença inicial na vida de Mashiro e seu precoce amor pela bela Azuki Miho, assim como a insanidade genial de Takagi. E, bem, em um mangá que conta a história de mangakás é óbvio que vão existir momentos em que são retratados várias páginas de diversos mangás. E Obata conseguiu flutuar entre os estilos singulares de todos os personagens demonstrando naturalidade e personalidade em cada um deles.

Este não é exatamente um mainstream, um mangá de lutas com golpes que requerem habilidades malabaristícas de seus protagonistas, e sim algo mais cult, mais voltado aos conflitos internos dos participantes da trama. Para quem acha que é mais fácil lidar com essa situação, engana-se. ENGANA-SE, EU DIGO. Pois neste caso o desenhista precisa lutar para que o mangá não entre em marasmo, precisa manter a atratividade da obra mesmo em momentos de divagação e análise. E ainda encaixar satisfatoriamente os enormes quadros com muitas, muitas e muitas letras do tio Ohba numa boa. Hahaha.

É um excelente trabalho este feito por Obata em Bakuman. Obrigado por me lembrar, Jenny, bjsmeligue!

A vida de Mangaká

Sendo superficial para não estragar a leitura da série, Saiko e Shuujin (apelidos dos protagonistas) buscam, o mais rápido possível, emplacar um sucesso na Jump que se torne anime.

Calma, vamos lá. A Jump é a revista semanal que publica os mangás de maior sucesso da atualidade, tais como, atualmente, One Piece, Naruto, Bleach e o próprio Bakuman. É o ponto máximo onde todo mangaká incipiente sonha chegar. E a transformação em anime é a confirmação do sucesso da série.

Mas não é fácil, com as histórias de Takagi e os desenhos de Mashiro evoluindo aos poucos eles acumulam pequenos sucessos e outros fracassos. Mudam de escola, perdem em notas, sofrem com críticas e descrenças e ainda assim acumulam forças para chegar lá. Sim, sim, a superação e determinação intríseca aos mangás.

O legal, e o que diferencia esta série das demais, é o fato de mostrar os bastidores desta vida atribulada de mangaká. Todos os procedimentos para se iniciar uma carreira, a quem recorrer, qual estilo adotar, em quem confiar e tudo mais! Nesse meio dois personagens se destacam: Hattori, o editor deles; e Niizuma Eiji, o grande rival da dupla. Ambos carismáticos e densos, como não deixaria de ser nas mãos de Ohba.

Melhor Mangá de Todos os Tempos?

Não. Hehehe, calma lá.

Bakuman cai em alguns clichês meio que inevitáveis na produção mangaká atual, mas os contorna com uma história envolvente e cheia de curiosidades para os fãs deste estilo de produção cultural, o mangá! Os personagens possuem uma boa profundidade e conflitos interessantes, a ambientação da obra é atual e urbana e até mesmo secundários são cativantes.

A obra está em seu vigéssimo capítulo, não foi ainda lançada no Brasil. Entretanto ela pode ser encontrada nos scantrads AnimaRegia e StrawHat. A periodicidade é semanal com cerca de 20 páginas. Muitos preferem buscar obras já completas para ler em seu próprio tempo, mas nada supera acompanhar um verdadeiro fenômeno como esse do princípio. E ainda dá tempo! Leiam, vale realmente a pena para quem é fã de mangás.

That's all Folks!!!

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