quarta-feira, janeiro 28, 2009

Modelos e Seguranças

Na sociedade a grande aglomeração de pessoas convivendo, se divertindo nos mesmos lugares, comendo as mesmas coisas e partilhando anseios cria uma unidade humana coesa. Evidentemente as individualidades sempre predominarão sob uma ótica microsocial, mas de forma geral todos assistimos blockbusters e comemos picanha.

Nesse contexto acaba sendo natural que também surjam modelos de beleza, é assintomático, tanto o foi na distante idade média com a mulher perfeita sendo aquela que “enche uma cama” como hoje e nossos esteriótipos de magreza bela.

E em todos os casos existem e existiram mulheres dispostas a utilizar seu corpo como exemplo vivo e carnal, bem, bastante carnal, do que todas as outras mulheres deveriam ser e não são. Modelos. Desfilam em passarelas com roupas estrambóticas e posam para a capa da Boa Forma. Na verdade esses são as modelos femininas, as modelos para o público masculino posam em revistam menos comportadas e com menos receitas de bolo.

O que quero dizer, essas mulheres vivem de mostrar seu corpo, seu emprego é ralar para manter a forma ideal estereotipada da sociedade e mostrar para quem quiser ver aquilo que lhes passe uma relativa inveja masoquista, ou talvez uma esperança de sucesso sexual na selva de pedras. Elas vivem de mostrar o corpo.

E o que digo, vejam só, é que seguranças fazem o mesmo!

Seguranças são aqueles caras de terno e gravata que geralmente são quase tão largos quanto altos. Dispostos na porta de boates, eventos sociais, até mesmo escolas e quaisquer outros ambientes que gerem necessidade de repassar o sentimento de paz aos convivas.

E, exceto em locais onde realmente haja um perigo latente ou até mesmo líquido de ação subversiva, eles estão ali apenas para utilizar seus corpos para ganhar o pão de cada dia.

Sei que isso pode soar extremamente gay, mas eles, igualmente às modelos, malham constantemente e se submetem a dietas rigorosas e até mesmo inglórias para obterem um porte físico que transmita real segurança a quem está sob sua tutela. Ele pode passar horas em pé sem fazer absolutamente nada, mas está lá apenas para expor seu corpo como instrumento de satisfação territorial e pacífica.

E esta é a sociedade em que vivemos, apesar de nos diferenciarmos das demais espécies graças à perspectiva de desenvolver o cérebro antes do corpo ainda necessitamos de que algumas pessoas façam esse trabalho sujo para nós. Poderíamos colocar um manequim holográfico para ser nosso modelo de beleza ou uma metralhadora automática e seletiva na frente de boates para garantir a segurança; mas necessitamos de coisas palpáveis e humanas que nos digam que aquilo tudo é real e poderíamos ser como eles, apesar de que jamais seremos.

6 comentários:

Eduardo disse...

Esse post foi... Estranho...
Sei lá, eu não tenho o que dizer sobre ele xD

Gusta disse...

Filósofico... Mas até que faz sentido.

Bárbara disse...

Uma meretriz também utiliza o corpo como forma de ganhar dinheiro e todo mundo discrimina. Que mundo injusto! XD


Não acho que usar o corpo ao invés do cérebro seja um trabalho necessariamente sujo, muito pelo contrário. A pessoa é de certa forma muito inteligente, usou a maneira mais acessível de ganhar dinheiro, ponto pra ela!

Todo Poderoso disse...

Não que seja demérito, foi apenas uma comparação de coisas que parecem bizarramente diferentes mas no fundo são a mesma coisa. XD

Lee aqui.

Bárbara disse...

Saquei. XD Bem, só pra acrescentar, tem também aquele povo que usa o corpo pra colocar placas no estilo "relojoeiro 24h. Consertamos relógios, compramos ouro..." Cumprem a mesma função das modelos e seguranças, mas sem passar fome ou malhar demais pra isso. :D


Aliás, seu post ficou parecendo redação de vestibular. XD

Jaderson disse...

concordo que putas e putos realmente fazem bem e usam da esperteza, util ao agradavel etc.

colocar placas no corpo não precisa nascer com alguma caracteristica especifica aprovado e desejavel em um determinado tipo de função.